Momentos são descritos com atitudes, com sonhos, com ousadia, com pequenos riscos que gravam na vida ricas lembranças fabricantes inevitáveis de lembranças.
Ter momento para partilhar com alguém é sublime.
Único.
Sentir no coração o calor de um corpo inteiro em chamas gritando por um nome, mas ao mínimo toque, todo o calor existente anteriormente, da lugar ao calafrio que inebria e entorpece o mesmo corpo, que se desmancha na busca do carinho apaziguador duma calmaria inocente de um simples toque, de mãos, de lábios... E não dá para não querer sempre estar ao lado, com as carícias que se transformam em uma mulher, na pessoa amada.
De cada palavra me faço refém em busca da tradução perfeita, em busca de um significado mais próximo da sua realidade, mais próximo de você, e com você eu quero viver.
Todos os dias são comemorados com um significado especial, pois estou ao teu lado desfrutando desta linda companhia, e no tempo que ficou para traz me vejo na mais pura felicidade, de alguns meses (que já se passaram), e no decorrer dos anos (que virão), terei a certeza do mais puro e cintilante sentimento.
Sou feliz por tê-la como meu par perfeito.
MINHA AMADA.
Felicidade a nós – 15/10/2007.
Celso Ricardo.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
sábado, 29 de setembro de 2007
Valor da vida
Vivemos em função das horas, dos dias, dos meses... Sempre em busca das respostas: do que não fazemos, do que não conquistamos, porque não beijamos, não lutamos ou não ganhamos...
Esquecemos dos instantes em que sorrimos, em que vivemos uma intensa paixão, em que somos completamente felizes.
Se pararmos de viver os dias vindouros e passarmos a construir o presente, o momento em si com afinco, teremos em nossas mãos o poder da escolha, se em sermos uma simples paisagem inanimada ou voarmos como um pássaro.
Ao invés de pensar em quantos anos temos, vamos pensar em quantos amigos conquistamos, quantos abraços já nos foram acolhidos e estendidos em nossa direção, quantos sorrisos foram conquistados pelo que somos e não pelo que temos, quantas paixões ou aquele amor vivido que nos remete a lembrar freqüentemente.
As escolhas estão em nossas mãos, a escolha é uma valorização da riqueza que a vida pode oferecer.
São realmente os momentos vividos intensamente que escrevem a história de nossas vidas.
Ame de mais e faça com que seu dia seja lembrado como um presente concedido pela divina permissão de Deus.
Esquecemos dos instantes em que sorrimos, em que vivemos uma intensa paixão, em que somos completamente felizes.
Se pararmos de viver os dias vindouros e passarmos a construir o presente, o momento em si com afinco, teremos em nossas mãos o poder da escolha, se em sermos uma simples paisagem inanimada ou voarmos como um pássaro.
Ao invés de pensar em quantos anos temos, vamos pensar em quantos amigos conquistamos, quantos abraços já nos foram acolhidos e estendidos em nossa direção, quantos sorrisos foram conquistados pelo que somos e não pelo que temos, quantas paixões ou aquele amor vivido que nos remete a lembrar freqüentemente.
As escolhas estão em nossas mãos, a escolha é uma valorização da riqueza que a vida pode oferecer.
São realmente os momentos vividos intensamente que escrevem a história de nossas vidas.
Ame de mais e faça com que seu dia seja lembrado como um presente concedido pela divina permissão de Deus.
Do nascimento ao eterno descanso.
No início foi um susto,
O inverso aconteceu.
Fomos inexplicavelmente expulsos.
Expelidos
Partidos e repartidos
Do aconchegante e familiar,
Ao barulhento e conturbado novo lar.
Ah! Que mundo imundo.
Não há razão para gritar.
Mas gritamos.
O incompreensível é a realidade.
Dos joelhos aos passos foi um passo,
E de passo em passo
A primavera da vida se passou.
Despontou-se no horizonte o Sol
É a alegria do verão.
Aparecem as mudanças climáticas.
Uma gota cai do céu, mais uma, e outra.
Muitas!
A inundação apavora, desespera, destrói...
O Sol desaparece rapidamente.
As nuvens dominam o ambiente.
Dando lugar ao cinzento céu.
Já é outono!
Se confunde com o forte frio do inverno.
Só há esperança!
"Como eram intensos aqueles raios de sol".
A noite se aproxima rapidamente.
O frio aumenta e com ele o tremor.
Perdem-se as lembranças.
"Ricas lembranças das águas", e findam-se as marcas,
Pois a primavera não voltará.
09/05/2005 às 04h00
O inverso aconteceu.
Fomos inexplicavelmente expulsos.
Expelidos
Partidos e repartidos
Do aconchegante e familiar,
Ao barulhento e conturbado novo lar.
Ah! Que mundo imundo.
Não há razão para gritar.
Mas gritamos.
O incompreensível é a realidade.
Dos joelhos aos passos foi um passo,
E de passo em passo
A primavera da vida se passou.
Despontou-se no horizonte o Sol
É a alegria do verão.
Aparecem as mudanças climáticas.
Uma gota cai do céu, mais uma, e outra.
Muitas!
A inundação apavora, desespera, destrói...
O Sol desaparece rapidamente.
As nuvens dominam o ambiente.
Dando lugar ao cinzento céu.
Já é outono!
Se confunde com o forte frio do inverno.
Só há esperança!
"Como eram intensos aqueles raios de sol".
A noite se aproxima rapidamente.
O frio aumenta e com ele o tremor.
Perdem-se as lembranças.
"Ricas lembranças das águas", e findam-se as marcas,
Pois a primavera não voltará.
09/05/2005 às 04h00
Quando a chuva cai
A chuva que cai lá fora,
Que molha as mágoas de quem já andou um dia
Na segurança da certeza de uma luz
Que iluminava seu viver.
Vida, linda e bem vinda vida que se finda
Na mais íntima melodia
De gotas, das gotas que caem no solo,
No chão avermelhado, formando barro,
Quem sabe a criação de um dia, da sua existência,
Isso se fez necessário.
Oh! Lua que não apareceu hoje,
A chuva a levou para bem longe.
Não tenho o reflexo da sua luz nas águas que ficaram no chão,
Tampouco um Sol, este que um dia brilhou na vida
De uma pobre criatura.
- Imagem e insegurança de um presente-ausente.
Luz e sons, luz que se foi, sons que permaneceram
Na rotina do gotejo de uma água que não é da chuva.
Gota a gota e não se esgota,
E não se importa com as mágoas,
Nem tampouco das mágoas do menino
Com a imagem bi-partida, que reluzia
A um homem, de uma pessoa que queria apenas
Uma resposta, um sentido, apenas a segurança.
Que molha as mágoas de quem já andou um dia
Na segurança da certeza de uma luz
Que iluminava seu viver.
Vida, linda e bem vinda vida que se finda
Na mais íntima melodia
De gotas, das gotas que caem no solo,
No chão avermelhado, formando barro,
Quem sabe a criação de um dia, da sua existência,
Isso se fez necessário.
Oh! Lua que não apareceu hoje,
A chuva a levou para bem longe.
Não tenho o reflexo da sua luz nas águas que ficaram no chão,
Tampouco um Sol, este que um dia brilhou na vida
De uma pobre criatura.
- Imagem e insegurança de um presente-ausente.
Luz e sons, luz que se foi, sons que permaneceram
Na rotina do gotejo de uma água que não é da chuva.
Gota a gota e não se esgota,
E não se importa com as mágoas,
Nem tampouco das mágoas do menino
Com a imagem bi-partida, que reluzia
A um homem, de uma pessoa que queria apenas
Uma resposta, um sentido, apenas a segurança.
sábado, 22 de setembro de 2007
Sabedoria
O saber – Manifesto da indignação
Saber ?
Essa deveria ser a pergunta habitual; no entanto, perguntas sobre novelas, filmes, desenhos, esportes, vem com tanta freqüência que não exigem uma maior reflexão sobre o assunto, pois são entregues com as velhas singularidades.
Abdicam-nos da condição especial da raça humana:
O pensar.
Não há uma procura sobre o saber, sobre o pensar.
Descartes? perdeu-se no tempo, logo não existe.
Nos livros.
Nas revistas.
Nas bibliotecas.
Nos museus.
Nos teatros.
A busca sobre o quê e para quê caiu em desuso.
Com a desculpa da rapidez e eficácia, fomos engolidos pelo mau hábito do simplório cotidiano.
E isso é normal!
Sendo aceito pela sociedade que torna-se cada vez mais caótica e desfavorecida intelectualmente.
A busca pelo saber, conduzidos pela introspecção individual, característica
do homem, cede lugar à subjetividade colhida na árvore do ateísmo do saber.
O indivíduo é incapaz de subverter tal subjetividade imposta imperiosamente pelo sistema.
Porque ele será ridicularizado pelos que pensam que o poder encontra-se em prerrogativas abstratas de dominação arcaica.
Não consegue livrar-se dos preconceitos interno-reflexivos, que subjugam a moral propriamente dita, escorraçando a liberdade do pensamento e de expressão.
O indivíduo já sabe o que dizer, o que rezar, no que acreditar.
Viver já é supérfluo. Produzir é necessário.
Avançamos? Grande coisa! Nada mudou!
Viver é preciso!
Conhecer também.
Quero viver conhecendo!
O pensamento abre as portas do consciente, do concreto, do móvel, da razão, e por esta razão, condiciona ao empirismo do saber e entender.
Funestos e nefastos (tanto faz) vagabundos sejam os homens! Maldita seja a raça humana.com. Nada somos, nada sabemos, nada morremos! Precisamos aprender a morrer sem um fim! Que a morte não se dê quando em vida, mas sim de maneira natural, assim como era, como foi, ou pelo menos como imaginávamos sê-la.
Sejamos sábios e concisos com os nossos entendimentos.
Saber ?
Essa deveria ser a pergunta habitual; no entanto, perguntas sobre novelas, filmes, desenhos, esportes, vem com tanta freqüência que não exigem uma maior reflexão sobre o assunto, pois são entregues com as velhas singularidades.
Abdicam-nos da condição especial da raça humana:
O pensar.
Não há uma procura sobre o saber, sobre o pensar.
Descartes? perdeu-se no tempo, logo não existe.
Nos livros.
Nas revistas.
Nas bibliotecas.
Nos museus.
Nos teatros.
A busca sobre o quê e para quê caiu em desuso.
Com a desculpa da rapidez e eficácia, fomos engolidos pelo mau hábito do simplório cotidiano.
E isso é normal!
Sendo aceito pela sociedade que torna-se cada vez mais caótica e desfavorecida intelectualmente.
A busca pelo saber, conduzidos pela introspecção individual, característica
do homem, cede lugar à subjetividade colhida na árvore do ateísmo do saber.
O indivíduo é incapaz de subverter tal subjetividade imposta imperiosamente pelo sistema.
Porque ele será ridicularizado pelos que pensam que o poder encontra-se em prerrogativas abstratas de dominação arcaica.
Não consegue livrar-se dos preconceitos interno-reflexivos, que subjugam a moral propriamente dita, escorraçando a liberdade do pensamento e de expressão.
O indivíduo já sabe o que dizer, o que rezar, no que acreditar.
Viver já é supérfluo. Produzir é necessário.
Avançamos? Grande coisa! Nada mudou!
Viver é preciso!
Conhecer também.
Quero viver conhecendo!
O pensamento abre as portas do consciente, do concreto, do móvel, da razão, e por esta razão, condiciona ao empirismo do saber e entender.
Funestos e nefastos (tanto faz) vagabundos sejam os homens! Maldita seja a raça humana.com. Nada somos, nada sabemos, nada morremos! Precisamos aprender a morrer sem um fim! Que a morte não se dê quando em vida, mas sim de maneira natural, assim como era, como foi, ou pelo menos como imaginávamos sê-la.
Sejamos sábios e concisos com os nossos entendimentos.
Enquanto durar
Fui pelo impulso.
Levado pelos devaneios dos sentidos.
Pés, mãos, olhos...
Mãos.
Estas que foram de encontro àquele que parecia um inanimado aparelho telefônico.
Os números foram teclados, um a um, um toque, dois, quatro, de repente...
- Alo!
- Alo.
Resposta de uma pessoa muito especial, “severamente” especial.
Os assuntos são desenrolados naturalmente.
A administração tornou-se o predileto.
Grande conteúdo foi extraído da severidade pertencente d’aquela experiência.
Em dado momento, tomou conta o silêncio e bem no fundo uma conversa, quase nítida, então ouço algo...
Outro alo.
- Alo!
- Alo.
Era ela.
Aquela voz, doce e linda e fascinante voz.
Sou levado pelos verbos na sua infinita conjugação.
O eu, é conjugado.
Eu sou com-julgado.
Vou sendo mansamente guiado pelas torrentes dos meus pensamentos, oscilando entre o abismo triunfante e a glória miserável.
O encanto é desencadeado pelos meus suspiros, sou guiado, transposto, transpassado.
Vou me esquecendo de esquecer.
Torno-me cativo da memória, minhas lembranças, do desejo imensurável de concretizar a realização de uma imagem bipartida.
Homogeneizá-la.
Uni-la.
Solidificá-la.
20:25h Celso Oliveira.
Levado pelos devaneios dos sentidos.
Pés, mãos, olhos...
Mãos.
Estas que foram de encontro àquele que parecia um inanimado aparelho telefônico.
Os números foram teclados, um a um, um toque, dois, quatro, de repente...
- Alo!
- Alo.
Resposta de uma pessoa muito especial, “severamente” especial.
Os assuntos são desenrolados naturalmente.
A administração tornou-se o predileto.
Grande conteúdo foi extraído da severidade pertencente d’aquela experiência.
Em dado momento, tomou conta o silêncio e bem no fundo uma conversa, quase nítida, então ouço algo...
Outro alo.
- Alo!
- Alo.
Era ela.
Aquela voz, doce e linda e fascinante voz.
Sou levado pelos verbos na sua infinita conjugação.
O eu, é conjugado.
Eu sou com-julgado.
Vou sendo mansamente guiado pelas torrentes dos meus pensamentos, oscilando entre o abismo triunfante e a glória miserável.
O encanto é desencadeado pelos meus suspiros, sou guiado, transposto, transpassado.
Vou me esquecendo de esquecer.
Torno-me cativo da memória, minhas lembranças, do desejo imensurável de concretizar a realização de uma imagem bipartida.
Homogeneizá-la.
Uni-la.
Solidificá-la.
20:25h Celso Oliveira.
Condição de ser
A insegurança me seguiu desde o amanhecer de mais um Domingo, porém, este de uma maneira especial.
Com o abrir dos olhos, me veio àquela duradoura imagem, insistentemente duradoura.
Percorre os lentos segundos que antecedem o momento do reencontro, vou me remoendo por inteiro, por dentro, não consigo não pensar.
Não pensar NELA.
Vou dando seguimento ao rotineiro dia de Domingo, só que agora acompanhado pela inseparável lembrança, de como éramos, qual a forma que conversávamos e, até viajando nas prerrogativas de um possível futuro.
O fim da tarde se aproxima, trazendo consigo o momento de revê-la.
Chega o fim de mais um dia de trabalho e inicia a caminhada que antes me era tão habitual, mas que nesse momento me trazia a mais sólida incerteza, são passos curtos, um após o outro, que somados deram todo o percurso, me aproximo, levanto a mão direita e com o indicador aperto o botão daquele novo aparelho de interfone, somente este aparelho que me era de diferente; o portão é aberto, sou recepcionado como um ilustre convidado, sou saudado com abraços e sorrisos pela amada experiência materna.
Vou adentrando pelo portão, pela porta e sou convidado a me sentar.
Olho ao meu redor; parece estar tudo em normalidade, mas ainda não a encontro. É desenrolada mais uma conversa comum com a famosa “ severidade” existente naquele lar.
Não percebo a hora que se passa, uma hora exata, quando aponta no portão, com passos lentos, repetindo o que outrora fiz, semelhança que em certos pontos nos aproxima até demais, um olhar, meu coração dispara, minhas mãos suam, sem contar o tremor, levanto-me e a cumprimento, um beijo no rosto, sete meses sem vê-la, sem tocá-la, sem beijá-la, mesmo que no rosto.
Começamos um assunto só com perguntas e nada de respostas.
Demorou alguns instantes e fomos para um outro lugar, vou caminhando pelo corredor.
Fomos caminhando.
Nessa hora que se passa, não entramos em nenhum assunto que se relacionasse a nós dois.
Foi quando realmente iniciamos uma longa e interminável, não sei se foi uma conversa ou um monólogo.
Fui guiado pelo “instinto” dos sentidos, fui puro sentimento.
Coração.
Coragem e estupidez se confundiam no desabafar de minhas palavras, e ela só ouvidos, docilmente me ouvia, vez por outra me interrompia para dar sua opinião.
Eu a via cada vez mais em minha vida, mas... NÃO podia achar respostas nela.
Conversamos, conversamos muito, mas parece que não foi o necessário, nem pelo muito falar consegui me expressar.
Sonhos, desejos, impulsos, pulsos e num piscar de olhos, restava-me somente as velhas e inseparáveis lembranças, no banco do ônibus, cada vez mais me distanciando fisicamente, “fisicamente”.
Fisicamente da linda e bela imagem bipartida.
17/03/2005 Celso Oliveira
Com o abrir dos olhos, me veio àquela duradoura imagem, insistentemente duradoura.
Percorre os lentos segundos que antecedem o momento do reencontro, vou me remoendo por inteiro, por dentro, não consigo não pensar.
Não pensar NELA.
Vou dando seguimento ao rotineiro dia de Domingo, só que agora acompanhado pela inseparável lembrança, de como éramos, qual a forma que conversávamos e, até viajando nas prerrogativas de um possível futuro.
O fim da tarde se aproxima, trazendo consigo o momento de revê-la.
Chega o fim de mais um dia de trabalho e inicia a caminhada que antes me era tão habitual, mas que nesse momento me trazia a mais sólida incerteza, são passos curtos, um após o outro, que somados deram todo o percurso, me aproximo, levanto a mão direita e com o indicador aperto o botão daquele novo aparelho de interfone, somente este aparelho que me era de diferente; o portão é aberto, sou recepcionado como um ilustre convidado, sou saudado com abraços e sorrisos pela amada experiência materna.
Vou adentrando pelo portão, pela porta e sou convidado a me sentar.
Olho ao meu redor; parece estar tudo em normalidade, mas ainda não a encontro. É desenrolada mais uma conversa comum com a famosa “ severidade” existente naquele lar.
Não percebo a hora que se passa, uma hora exata, quando aponta no portão, com passos lentos, repetindo o que outrora fiz, semelhança que em certos pontos nos aproxima até demais, um olhar, meu coração dispara, minhas mãos suam, sem contar o tremor, levanto-me e a cumprimento, um beijo no rosto, sete meses sem vê-la, sem tocá-la, sem beijá-la, mesmo que no rosto.
Começamos um assunto só com perguntas e nada de respostas.
Demorou alguns instantes e fomos para um outro lugar, vou caminhando pelo corredor.
Fomos caminhando.
Nessa hora que se passa, não entramos em nenhum assunto que se relacionasse a nós dois.
Foi quando realmente iniciamos uma longa e interminável, não sei se foi uma conversa ou um monólogo.
Fui guiado pelo “instinto” dos sentidos, fui puro sentimento.
Coração.
Coragem e estupidez se confundiam no desabafar de minhas palavras, e ela só ouvidos, docilmente me ouvia, vez por outra me interrompia para dar sua opinião.
Eu a via cada vez mais em minha vida, mas... NÃO podia achar respostas nela.
Conversamos, conversamos muito, mas parece que não foi o necessário, nem pelo muito falar consegui me expressar.
Sonhos, desejos, impulsos, pulsos e num piscar de olhos, restava-me somente as velhas e inseparáveis lembranças, no banco do ônibus, cada vez mais me distanciando fisicamente, “fisicamente”.
Fisicamente da linda e bela imagem bipartida.
17/03/2005 Celso Oliveira
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