sábado, 29 de setembro de 2007

Do nascimento ao eterno descanso.

No início foi um susto,
O inverso aconteceu.
Fomos inexplicavelmente expulsos.
Expelidos
Partidos e repartidos
Do aconchegante e familiar,
Ao barulhento e conturbado novo lar.

Ah! Que mundo imundo.

Não há razão para gritar.
Mas gritamos.

O incompreensível é a realidade.
Dos joelhos aos passos foi um passo,
E de passo em passo
A primavera da vida se passou.

Despontou-se no horizonte o Sol
É a alegria do verão.
Aparecem as mudanças climáticas.

Uma gota cai do céu, mais uma, e outra.
Muitas!
A inundação apavora, desespera, destrói...
O Sol desaparece rapidamente.
As nuvens dominam o ambiente.
Dando lugar ao cinzento céu.

Já é outono!

Se confunde com o forte frio do inverno.

Só há esperança!

"Como eram intensos aqueles raios de sol".
A noite se aproxima rapidamente.
O frio aumenta e com ele o tremor.

Perdem-se as lembranças.
"Ricas lembranças das águas", e findam-se as marcas,
Pois a primavera não voltará.

09/05/2005 às 04h00

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