Que pena que se foi
Que pena que ele se foi,
Mas como todos sabemos
Ninguém vive pra sempre,
O sempre, sempre acaba.
Um dia, quem sabe,
A sua existência poderei contemplar.
Um sonho, uma realidade.
Utopia dum mero leitor.
De suas crônicas, de suas poesias...
São lamentos por ter-nos deixado,
Mas também são muitos
Os agradecimentos por também
Ter-nos deixado, os seus escritos.
Puro, como as virgens donzelas
Pintadas por Picasso,
Alucinado como as linhas
Geometrizadas por Pollock
Você, que um dia viveu entre nós
Vocês, talvez perderam um dos mais
Ilustres poetas, fábrica de emoções,
Iluminado pelas mãos de Deus.
É certo que o Sol brilha para todos,
Mas nem todos conseguem transformar
Os seus raios em energia de inspiração.
E no meio do gol, havia um goleiro...
Os gritos pela falta de organização,
De quem, eu me pergunto?
Pelas ruas que andei,
Pelos bairros que passei.
Pelas viagens internacionais que fiz.
Todas não se comparam as emoções
Que encontrei, quando de suas obras
Passei a conhecê-las, e quando eu menos
Esperava, restavam apenas três minutos.
E logo eu ouço, acabou.
Tudo acabou, você se foi.
Na briga pela bola da vez,
Fiquei com as melodias de uma MPB,
Que me acostumei sem nenhum esforço.
E se eu quiser falar com Deus,
Também eu ouço, tenho que me afastar
E me aproximar de mim mesmo.
E caminhar pela estrada da vida.
E eu pergunto a ele:
Onde estão as pedras que sempre tropeço?
Onde elas se escondem?
Será que ele me responderia? Talvez.
Uma vida diferente, mais um sonho.
Sonho que sempre começa,
Mas nunca se finda.
Sonho de uma criança alegre.
Pegadas pelas ruas.
Olho para o relógio da parede,
É tudo tão normal, sabe lá.
Lá dentro, dói muito, mas como eu
Quero chegar, vou pelo caminho.
Cantar, sonhar, andar,
Mesmo sem conjugá-los já é
Possível verbalizá-los por si só,
Pois na simplicidade que se encontra
O verdadeiro significado.
O ser e estar.
Ouço, lá no fundo, aquela música.
Das minhas lembranças, de meus desejos,
Dos meus momentos, e quanto num instante,
Sou subitamente transtornado pelas
Mudanças, que são rápidas.
Sorrisos se misturam com as frustrações alheias.
Músicas sem sentido, palavras que não entendo
Seu significado, num único movimento,
Somente, e repete e se repete.
A rotina, tradução dessas palavras jogadas,
Jogadas ao ar, empurradas pelo ar.
Nas antenas dos rádios, na mesma rádio.
Súplicas de um mestre, que se foi.
Que pena que se foi.
Lamentos de um leitor,
Resta-me a desintegração de sua alma,
De seus textos, que mesmo solidificados
Entre meus dedos, escorrem por um rio de lágrimas.
Comprovado, estigma de uma ralé,
Sem fé, esperança, sem a hombridade de um mísero maltrapilho, que ao menos se afugenta de suas origens em baixo de seu mau cheiro.
Somos nós todos malcriados
Ou mal criados são os nossos pensamentos?
Quem nos daria essa resposta?
Talvez a própria interrogação (?)
Por quê não!
Tento fugir com meus pensamentos,
Vou para longínquas distâncias,
Ao som de mais uma linda melodia,
Que se repete, sobre o amor é tema.
Quero-te mais que tudo, tudo, tudo,
É assim que se passa, aqui ou entre
Qualquer outro lugar, não importa,
É a dor mais pura, a dor que fica dentro
Do meu coração, fica aqui guardado.
E toda a história eu já visitei, e o
Silêncio se acomoda, sem deixar-me
Em paz, é a paz que todos querem que
Eu abomino, te amar somente na história
As notícias percorrem na cidade, são
Muitas as boas novas, mas para mim,
Não consigo ver virtude em tantos sorrisos.
São tudo e não sou nada.
Choro ao som de mais um chorinho,
Sou levado pelos devaneios, dos sonhos,
Da utopia adjacente dentro de meu coração,
As perguntas se aglutinam, num único gole.
Pobre são os grandes, que persistem
Em sua integridade, que ilesos precedem um
Grito de alívio, de dor que seja, mas é decorrente de um desabafo.
Cadê o que procuro, por quê não vejo.
Quem sabe, não existe, é apenas mais um fruto de minha imaginação, que produz alucinações em busca de um aconchego, e a repetição do todo, de tudo, tudo e nada.
Náufrago de uma embarcação que antes era a de maior confiança, que palavra é esta, confiança, eu sinto é desconfiança, eu quero é rasgar minhas vestes e desabar num único grito de desabafo, mas não posso.
Conversas paralelas se multiplicam numa velocidade surpreendente, palavras que são rapidamente jogadas ao relento, sem apego, sem entusiasmo, são informações que representam um nada.
A medida que passa o tempo, mudo te tom, pois procuro um tom para minha vida, ao ritmo desastroso da incoerência desenfreada da imaturidade, mudança de tudo.
Sufrágio duma gargalhada, uma piscada de olho, por cima dos ombros, sobressaindo da razão natural da cadência. Penso que sou livre,
Mas se esse pensamento há um crédito, então por quê provém o desejo de ser livre.
A prisão me assusta, o mundo me assombra, me transforma como um acuado e peregrino, como um campo imenso a ser descoberto, mas que por minha insegurança, não consigo desfrutar da vida o que ela pode me dar.
Os tempo ruge contra as minhas costas, o mundo passa e somente eu permaneço no velho passado, tento viver da história, não paro com a falta de coragem, é inevitável.
As pessoas se mostram, se transformam, crescem, mas vejo que todos continuam as mesmas pessoas, a pesar delas se mostrarem diferente para mim,
Penso que elas querem nos substituir por qualquer outra coisa nova, que dá mais prazer, mesmo que seja momentâneo.
Os dias se passam, e vivo na expectativa de mudanças, melhores no amor, na dor.
Sonhos que um dia suavizaremos nossas mágoas, nossas críticas, compartilharemos um pouco mais um do outro, sem que necessariamente sejamos recompensados.
O que seremos, o que somos, o que somos capazes? Alusão de uma vida perfeita.
Braços se estendem para nos abraçar, mas será que daqui a pouco eles estarão estendido novamente? Este é meu grande medo.
Sou apenas um mero leitor de seus textos, que representam um mundo totalmente utópico, inexistente, somente eu acreditei, mas você se foi, ele se foi, talvez, cedo de mais.
Ida para um lugar que não temos notícias, as visitas são proibidas, descarrila nas notícias de quem nos deixou, pouco a pouco nos esqueceremos, que pena, de mim, de mim.
Volta somente aos meus alhos, quando adentro em seus escritos, que se repetem na sinuosidade de relatos, somos pobres, pois pensamos no próximo, e procuramos aconchego num banho de alma.
Vê se lembra de mim, línguas se misturam com seus próprios costumes, explicações descritas por relatos, sapiência ignota.
Quem e o quê e para quê?
Números se rastejam por ruínas, na dependência da facilidade.
Nada é fácil, assim diz mais um poeta, com seu café amargo, na negação do ócio, todos os dias para o seu próprio dia.
Nas cidades, as luzes se confundem com o findar de mais um novo dia.
A verdade, realidade refutável.
Lutas contra a luta.
Eles se escondem atrás de um falso método, ruidoso e piedoso, e o que é ser e estar.
Continuidade de uma mágoa, de uma deliberação restrita. Que vida de sofrer.
E hoje em dia, como eu posso dizer eu te amo, assim dizia o grande poeta, que também se foi.
Sem essa de ficar sozinho, quero viver em paz, numa realização pessoal.
Ruínas se repetem, alarmes disparam, alardes, estreita liberdade, prisão em plena liberdade.
Singularidade, músicas tornam a romper o silêncio absurdo, ilusão de comprimento social, pessoal, fatal.
Barulho de conversações, bagunça, desrespeito. Permaneço ileso na mais pura ventilação das palavras auferidas por um mísero retardado, as linhas se confundem.
Que desesperança, desapego, retaliação.
Ridicularizado pelos fundos de uma embarcação, que na sua nau, sofre os danos dum mau tempo, tempo de desrespeito e desamor, ironicamente.
Resta-me o silêncio, o desapego por coisas insanas, puro engano meu, quando em algum dia pensei na existência dum mundo valorizado, integrado com a verdade.
Ah, tanta inocência, clemência eu peço aos afortunados de conhecimentos, pois sou um ilustre desconhecido, apenas conheço os escritos dos conhecidos, sou um pobre leitor.
Escracho da tristeza, realidade absurda.
O abuso me conduz ao grito por uma justiça, mas ainda não sei qual é, a astúcia e esperteza se completam nesse mundo de egoísmo e sofreguidão. Reis do mundo, de cada mundo imundo que existe nesta vastidão.
Como arde o Sol, os raios de Sol, como eram lindas aquelas estrelas cadentes, estrela do mar, estrela de qualquer lugar, tudo se foi, juntamente com a figura do grande poeta, que com sua vida, sucumbiu.
Nas estrelas eu vejo, mesmo se eu apagar a luz, o seu sorriso em suas palavras tão bem escritas, dispostas, quando representava com toda a sua clareza o amor, e do amor.
E mesmo com as luzes apagadas, mesmo assim, consigo enxergar seu verdadeiro sorriso, talvez uma grande interrogação, paixão executada.
Antítese de uma tese, pleonasmo sim.
Sinônimo dum raio instantâneo, súbito, epopeico, persuasão de um mero leitor, de ti, de mim, e o que é o sofrer, e o que é o amar?
Meu bem, meu querer, harmonia, desarranjo,
Multidão de contradição.
Meu encanto, sou louco, estou louco, sim, eu volto ao ser e estar, nessa situação, discriminação, vozes que ecoam no vasto espaço, pelo ar, pela leitura de suas obras.
Oh, barulhos que não me deixam, solidão do meu grande e azul, céu estrelado, estrela que se foi, que somente nos deixou sua maior preciosidade, seus pensamentos.
Na repetição de cada batida do coração, que nunca se repete, sempre bate por algo diferente, pelo amor, pela dor, da perda desse amor, que um dia se colocou como um detalhe, alheio aos sentimentos.
Puro silêncio, já com um zunido no ouvido, as vozes se repetem, como e quando tudo isso começa e acaba? Eu não sei, sou livre em minha prisão consentida pelos meus ideais.
No devaneio da vastidão irracional de falsos intelectuais, pequenos sem ao menos saberem, som da infinita ignorância, palavras e palavras desconhecidas, músicas sem a real tradução, não há sentido, não há sentimentos.
Somos brutalmente violentados por um mísero raciocínio, a busca por valores agregados ao produto acabado, os fins desse modo aniquilam os meios, deturpam o verdadeiro sentido, realidade e ficção.
Rádios com sons estridentes, realizam a busca por melhores sintonias, caos e discriminação, cadê as chaves de todas as perguntas, vacilo dum estreante, o não persistir.
O som percorre a sala, luzes se confundem com o claro de idéias geniais, perspicácia do pequeno corredor, que atravessa toda uma história, velho e novo se confundem.
Velhos pensadores, inusitados conhecedores, possuidores da imensa experiência, com o passar dos anos, sim, concluem suas largas jornadas, porém, são assaltados por gestos grosseiramente insanos.
Não há permissão para pensar, o contemporâneo se arrisca contra as tradições, travam uma luta corporal, seus espíritos são dilacerados, só restam as migalhas pelo chão.
Terra que encobrem aqueles que pretensiosamente tentam com sua velocidade atravessá-la, caem como o maduro que se desprende de seus galhos, o verde é aniquilado, extinguido.
O mundo não releva, pequena ironia, engole os menos favorecidos, desafortunados.
O poeta se foi, rindo talvez das intrigas que deixou, piadas para aqueles que não conseguem decifrar seus signos.
Ao som de mais uma linda sonata, discuto internamente sobre as razões, poções mágicas, dentro do meu peito, as leituras de suas cartas que se foram, levadas ao vento.
A fumaça invade o ambiente, transforma-o num antro de destruição, sonoplasta desestimado, antropólogo de pensamentos alheios, vampirismo constante.
E dia após dia, eternamente na busca de significados, realçam uma loucura, economia de estado de espírito, santo espírito que se foi, nos deixou, o vento o levou, para bem longe.
De tudo e de todos.
Economia de espaço, agressão aos morais, refinados estúpidos, cúmplices dum genocídio em massa, na marra,..., vôos longos, de costas para a vida, linda e pura flor que se foi, nas nuvens te encontro, me encontro.
Fidelíssimo, caluniador, descuido com as palavras, o frio já passou, o quente não chegou, e o morno dá o tom real da velha e constante situação, múmia, sarcófago.
Desterro de cadáveres, sono, o mesmo de sempre, eu aqui e ainda, tudo é bom, mas também tudo nos faz tão mal.
Quem sabe, um bom dia para começar?
Os portões são abertos, há extensões de crimes por todas as ruas, as cidades são declaradas insanas, pensamentos são menosprezados por serem contra os bons costumes.
Palavras de desabafo, que não se definem, misturam-se com as suas próprias indignações,
E paira uma pergunta, e por quê?
O corpo pede auxílio, quer gritar, mas ele não pode, não consegue, são os nós de nós.
O grito, o rasgo no peito, o ridículo reflete sua pálida e cálida doença, rasgo no peito, não passa de um desejo, insano desejo.
Oh! Alma inacessível, alma selvagem, incorruptível, falsa alegria, regras são criadas pelas necessidades de estabelecer normas, os erros são unos, são deploráveis, destrutivos.
Assim como os sonhos de lunáticos.
Sobras de sobras, sobram no vasto terreno da incredulidade, camisas apertadas nos afastam da realidade, almas desregradas, auto destrutivo, detonadores de bombas.
Só resta a espera, no sonho. Na cama.
Vasos de sangues se vão com violência, como numa máquina programada, bombeando o sangue pelo órgão dos sentimentos, coração que sempre será imaturo, não há solução.
Violação dos desejos alheios, estado inicial do ser, humano, inteligente, corpo e alma em sua plenitude, joelhos se dobram em busca de algo, perdão talvez, mas pode também ser a busca pelas migalhas espalhadas.
Respostas das palavras, sempre correndo atrás delas, bobagens, relatos, descobertas.
Mas tudo isso, por quê somos assim. Meros espectadores da vida, não participamos de suas ações, abdicamos de nossos ideais por idéias de quem quer que seja.
Fraquejamos todos os dias, mas não aceitamos o erro como nosso, são deles, assim pensamos.
As folhas são passadas uma a uma, com rapidez, os sons mudam, as letras eu agora consigo entender, está em minha língua.
A dúvida é a certeza de que nunca sabemos de nada, paira um breve silêncio, violento silêncio, consigo ouvi-lo, é contínuo, retilíneo, puro, como o ser em sua essência.
Não há relatos sobre os que permaneceram intactos, puros como o silêncio, o fim.
Importa que nos resta ainda uma longa caminhada, com suas curvas.
Meus olhos persistem na busca de enxergar o verdadeiro, nada, não o encontro.
A velocidade satisfaz aos que gostam das grandes caminhadas, não há descanso.
Tudo se vai, até aqueles que parecem ser os eternos, permanecem somente os seus relatos, intactos e descritivos de sua alma.
Os quadros se deslocam de lugar.
É tudo que quero, que persiste, nos meus sonhos há ainda, o desejo.
No meu caminho resta o começo, pois ainda não o encontrei, só no dicionário o achei.
O felicidade que nunca pousa em meus aposentos para saciar minha sede.
Pouco eu conheço e o que conheço não basta para iniciar uma vida, pura como a dos anjos.
Possivelmente os passos existem numa caixinha, bem escondida, Pandora que nos explique, por quê ela não segurou nossas emoções, ô esperança.
Palavras são palavras, o poeta que se foi, nos deixou, músicas que ele ajudou a compor, a cantar, também a descartar.
Sujo, sem esperança, que hoje se foi.
Para alguém, quem sabe, mas num único gesto, repousa a realidade sobre os sonhos dos filhos da Sofia, graciosa e desajeitada Madona.
Suave como uma música.
Seres que nos deixaram, área de acesso a informação, que pena que não somos capazes de restituir o bem, senão acumular o descuido de não errar .
Sejamos livres em nossos cantos, nossas jaulas, e os nossos sonhos foram todos quebrados, se é que podem quebrá-los.
E o mar, quando que irei vê-lo?
Oh, lembranças que não me deixa.
O desperdício de um grito, num tempo de ruídos e barulhos, cadê o amor que um dia outrora me oferecera? Onde foi enterrado?
Foram somente palavras jogadas.
Sul e norte não se encontram, pólos existem para separarem as massas, e sou um pólo separado, tantos sorrisos foram divididos com a metade que se foi, só penso.
Pensamentos de uma parte de um todo, mas dizem que o todo sem a parte não compõem o todo. Falta das tardes de Domingo.
As mudanças me incomodam, não consigo absorver tanta coisa nova.
Que vida se relata, senão o próprio livro de sua vida. De novo sou suavemente transportado pelos hinos, pelas canções.
Coração, se apronta para recomeçar.
O novo de novo se apresenta, maltrata, reage.
Filho de homenagens, lado a lado com os enormes brutos. Suas costas são queimadas pelas raízes das enormes árvores.
Sombras de todas as naturezas, raiz do som, do calor, pescadores de ilusões.
Sabedoria insana, relatos de senso crítico apurado, de um poeta que se foi.
Sensibilidade absurda, incomparável, única.
Estantes arrumadas, papéis em seus devidos lugares, interesse próprio.
Auto crítica, sufrágio dum louco.
Maioria, é a maior decepção, demora na sua elocução, não há hora de chorar, mas o poeta já se foi, e conseguiu mudar o mundo, pelo menos um dos mundos, o seu.
Seja humano, seja celeste.
Seja correto, não seja corrupto.
Tenha fé, na vida, na sua vida.
Seja e não esteja.
Quando em minhas velhas lembranças, relembro de seus gestos, de seus gostos, mesmo que agora encobertos com a sombra do passado, que se foi juntamente contigo.
Velhas e inseparáveis lembranças, nas suas cartas, que conseguia enxergá-la, seus sentimentos transcritos.
E quem foi que disse que as cartas não falam, elas diziam muito pra mim.
Cada palavra escrita, cada palavra posta no papel, que pareciam transcritas com lágrimas, puras como o seu próprio silêncio, que era de costume, rapinas de minhas noites.
Valia a pena voltar ao estado inicial, imaturo, de encontro, quando no acaso do acaso te encontrei, num simples esbarrão, formamos num único instantes corpo e alma.
A dor talvez seja para os fortes, que atravessam-na com todo ímpeto, sem que as marcas da dor lhe deixe seqüelas, só me resta o que restou, as sombras de tuas infindáveis lembranças, a vida ganhou.
Vencer à liberdade, lema de um grande espectador, que busca respostas por intuito, sapiência obscura, não valorizada, todos os sentimentos caíram em desuso.
Acusado pelas noites em claro.
Acuado por canções que me visitavam, invariavelmente, sem o menor remorso, simplicidade exposta.
Vida que continua, mesmo sem as tuas cartas, teus escritos, como tudo se foi tão rápido, será que não consegui perceber o seu afastamento da minha vida?
A paz, que tanto busquei, pelos bosques que passei, foram tantos, tantos sorridos roubados, lábios, olhos, todos romperam-se num piscar de olhos, de meus olhos, sim, você se afastou.
E no deserto, que um dia eu te encontrei, somente eu permaneci, e você, tão longe se apresenta, e eu aqui, correndo só, longe de ti e perto do nada, tudo para, tudo continua.
Sonhos que se repetem, sem volta, não há volta, deixa tudo pra lá.
E quando de ti ouvi, se existe vários amores você foi um, mas se existe somente um, então eu ainda não o conheci.
Sabes que nesse dia, tudo parou, pois, percebi que estava só, não tinha ninguém para me apoiar, tudo que sonhei, só foi meu.
Mas que tudo, tudo, tudo...
Oh, lembranças que não querem me deixar.
Fui, assim eu escutei, após aquelas palavras, então, comecei entrar num vasto e isolado mundo, que ninguém foi capaz de visitá-lo.
Quando muito eu próprio as vezes me visitava.
Extrema realidade onde fui jogado.
Tentei lutar contra os caminhos que se apresentavam, contra e a favor.
Eu e minhas lutas interiores.
As lendas de algo verdadeiro, se apresentava.
Puro como o som do silêncio, assim eu pensava que era, puro engano.
O puro não se encontra mais nas prateleiras da vida, é um utensílio em falta.
Prosas com muita angústia.
E a cada batida, a cada som, invadia-me, e que as vezes fazia eu pensar nas contradições, minhas contradições.
Lamentações, por quê você se foi?
Eu procurei várias estradas que fizessem dar de encontro com os teus passos, mas, a cada passo que encontrava, as suas pegadas distanciavam-se umas das outras.
Distância que aumenta dia após dia, irrefutavelmente, invariável.
Tento visitar o meu túnel do tempo, só para ir em busca das páginas que foram escritas com verdadeiras lágrimas.
Corro por ações que me levaram decorrentes pelas reações, reação que outrora não fui capaz de expressar.
Direto, assim é que eu deveria ser, direto.
Firme nas palavras.
Nunca, jamais, são palavras que não ouço com freqüência, frieza no agir, esse não de minha parte, mas do presente que representou muito bem o meu passado.
Futuro utópico, real só nos meus senhos.
Meu futuro, que tento viver através do passado que rasga meu peito em buscar por singulares respostas, são simplesmente transformadas em certezas de minhas próprias incertezas.
Em minha alta velocidade, que desfragmenta meus instintos mais fugaz, trânsito de inteira falsa impressão, são pés e mãos em torno de um corpo, cheio de um todo, vazio profundo.
Suaves são as palavras de aconchego que chegam a mim, mas que na verdade me faz tão mal, por quê são proferidas tantas palavras sem um verdadeiro sentido.
Pulos de alegria, algum dia eu já dei.
Saltos que agora são dados para fugir das flechas do destino, ele não culpa as palavras, mas culpa quem as profere.
Sabedor de todas as coisas, é, ele com seus lindos escritos se foi, juntamente levando a alegria das cartas de quem um dia declarou seu sublime encanto.
Que profundo desencanto com o passar do tempo, realista de uma utopia inalcançada.
Tempo que destrói os desafortunados intelectuais, não os deixam viver.
Torno-me presa fácil de meus próprios enganos, confiança que se transportou num único instante na mais rica decepção.
Torpe único, úmido, próprio de mim, doentia alma que fora maltratada.
Bem amada, foi ela que escrevera em suas findas cartas as mais lindas linhas já lidas.
Bem querida, se não fosse o meu infortuno desprezo. Colho agora suas migalhas pelo chão desse sertão árido.
Pestanejando ao olhar o mar, que pelo meu mau tempo, não percebi as ondas se aproximando de mim, variavam umas das outras, mas que sempre cresciam .
E em minha direção, num súbito instante fui colidido com a imensa onda, despedaçado na imensidão do mar, não tendo onde me segurar, lembrei que podia boiar, tentei, mas que pena, afundei com minhas lembranças.
E o que me restou?
Eu queria poder nadar, mas para onde? Em qual direção eu iria?
Pobre à deriva de minha própria embarcação.
Sobriedade que sobrou e faltou ao mesmo tempo. Sólida decisão.
As letras das velhas palavras trancadas dentro dum peito cheio de água, soluçando por salvação, ilha de meus pensamentos.
Criada por mim, e por mim foi destruída.
O presente reservado para poucos, que entre os poucos fui esquecido, vivi o passado, só que permaneci do meu passado e esqueci das mudanças pertinentes ao tempo.
Retalhos de uma vida resguardada a uma velha e contínua história, vida que atravessa o passado, mas que antes de livrar-se das mágoas, volta-se os olhos com saudades.
Prova de uma realização incompleta, escancarada, mas que trouxe aos meus olhos a mais profunda idealização do não eu.
Não sou, mas hoje eu estou.
A paz, pureza e infelicidade se confundem.
Venho, e volto pelas ruas amargas do largo e obscuro esqueleto, carcaça que se apóia nas pernas da indiferença.
Pensamentos em busca de uma razão, que não encontro, não sei onde está.
Pureza encontrada no som do silêncio, que por distração é quebrada pelas águas torrenciais dos meus olhos.
Lágrimas por alguém, que não se importa com ninguém, tampouco por si mesma.
Longínquas parábolas que um dia conheci, em meio ao som da grandiosa orquestra, retidão dum pensamento sensato, único e objetivo.
Sórdidas conversas ao longe, aonde? eu pergunto. Resposta vazia me é dada.
Pureza, leveza, emoção, levando-me com as águas que correm, me cobrem, tiram-me o ar.
Na volta aos meus sonhos, sou eu o único que obtém as respostas, sobram as rugas causadas pela vontade das palavras naquelas cartas.
As correntes que me levaram, não foram poucas, nem tomaram o conhecimento de minhas falhas, destruíram-me por um todo, sobras espalhadas se foram, por conseqüência da estultícia de um dia eu acreditar no sempre.
E a certeza do sempre, que nunca é certa.
Veracidade de meus pensamentos, relativos aos meus desejos, desajustados, enraivo-me com tudo e com nada.
Pêndulos, de um lado para o outro, sendo jogado, transformado a cada instante.
Toques duma trombeta, assim eu escuto, permaneço ileso, intacto, inerte.
Músicas que recriam uma nova atmosfera de som e cânticos, solução de todos os problemas, relacionados ao vasto conhecimento humano, que distancia de mim, pobre ignoto.
Desconhecimento das soluções.
Sandice da sapiência inoportuna.
Pobreza de meus pensamentos que não se desvincula do passado, tortuoso e desastroso.
Sou eu com os meus sentidos.
Puro, semelhante ao breve som do silêncio,
Brisa passional de um breve momento, assim um dia, um pobre já escreveu, relatos do desencanto infortuno, desastroso.
As linhas se confundem, se cruzam, partilham com o infinito.
Nas linhas que outrora foram escritos contos de cada canto de alguma vida, desastrosa.
Cartas que não houve respostas.
Multidão de pensamentos misturam-se com as páginas da vida do poeta que se foi, e com ele, os martírio, mas este sim, permaneceu, intacto.
As horas passam, o ponteiro custa para trocar de lugar, petrifica em sua essência.
Lágrimas que custam em seu cessar.
Lembranças de alguém que somente existiu através da dor de uma perda, quem sabe, de alguém que só existiu pra mim.
Provável desilusão de ação não correspondida, pedido de silêncio, obscurecido pelos meus olhos encharcados, lascívia e também pura.
Desengano do mundo e para o mundo.
Mundo desgarrado, meu mundo, caro mundo.
Brado duma revolta, sandice indiscriminada, sem proibições dos sentidos inquietos.
Problemas de uma noite.
Saudade infindável, cortejando meus devaneios, insalubres.
Maltrapilhos como os meninos de ruas, que são rejeitados como animais não queridos.
A certeza nunca bateu em minha porta.
A dúvida permaneceu nas nuvens de um pensamento insurreto, retrógrado.
Linhas de cartas castas regrada e regadas pelas lágrimas dum louco, lunático.
Solúvel, as mais puras combinações, irônicas, crônicas irreversíveis.
Duro como uma pedra, ríspidas assim ela se mostrou, demostrou, se despiu de suas vestes.
Sufrágio sim.
Menina de meus olhos, que um dia se foi.
Desfecho que jamais consenti.
Mas não percebi que ela se ia pela porta da frente, sem que eu pudesse impedi-la.
Razões de que nunca perdeu, e que agora tem que se acostumar com sua derrocada.
Ego que outra vez passou, já não é.
Eu fui, ela disse pela Segunda vez.
Persisti, errei, por não consenti.
Esbarrei nas barreiras impostas pelo tempo, resíduo de um dia uma parte ser completa, mas que a outra queria só um tempo.
Tempo que deu seu próprio tempo.
Suicídio das mágoas, palavras.
O frio me visita, me conforta, restaura.
Distancia das realidades relativas, de um para o outro, não há provável, é o exato.
Princípio relatado nas cartas esquecidas, impróprias, lamentações incomum, única.
Sórdidas e frescas são as lembranças.
O acúmulo de rascunho da vida se vão, não deixa frestas, só quer fugir.
E se você quiser, talvez, eu não quero.
Que sabe alguém quer?
Eu só quero não querer mais, lamentos e sonhos do relacionamento, meu relacionamento, que não posso afirmar ser o dela, da flor que um dia me aproximei.
Despedaçou-me por inteiro.
Sonho de um dia, em que acreditei nas verdades, nas realidades, no sempre.
Os sorrisos foram dispersos pelo caminho, de tudo e de nada sou representado.
Crimes percorrem a grande cidade, inundando cada espaço de paz que ainda sobrevive.
Sutileza das músicas tradicionais são corrompidos por murmúrios das subclasses, sons e cantos, são todos espalhados por todo canto, parábolas desnecessárias, inúteis.
A normalidade que todos procuram causam estranheza em quem não consegue se desfazer de seus puros pensamentos.
Em qualquer caminho consegue-se enxergar a vastidão da intolerância.
O controle, que por vezes é inevitável, torna-se mais e mais brando.
Caminhos a seguir.
Sozinho, é, sozinho nesta vastidão desértica.
Dias se passam, e dias vem, porém, todos tocam o solo da minha desilusão, que rasga meu peito, assombra-me, me desespera e me diz espera.
O sol, que me aparecera algum tempo atrás, já não sinto o seu calor, se distanciou de mim.
Nas minhas lembranças, somente lá que encontro aconchego, lugar este que guardo minha sofreguidão.
Puro como o persistente silêncio, que ecoa na vastidão do vazio não permitindo eu permanecer na minha razão.
Emoção que apareceu-me e nunca mais me deixou em paz, companhia costumeira, mesmo sem que ao menos eu convidá-la, metida, assim ela sem cerimônia apossou-se de mim.
O “pode ser”, ou “quem sabe, a todo instante” aparece nas vagas vezes em que paro para pensar, e o quê, sim, o quê faço?
Não sei!
Casa.
Lugar solitário, amargo, escuro.
Pureza, límpida, cândida, calmaria.
Maria, pura como a água, limpa como a consciência de uma criança, cândida de meus pensamentos, dos meus sonhos
Branca em sua essência, intimamente.
Nas tardes de dia de sol, que por vezes me refugiava e que hoje não a encontro.
Sonhos de um dia, que se tornou noite tempestuosa, medonho.
Cálida brisa que não mais sinto.
Calmaria, somente em meus desejos embutidos na mais profunda dependência dos sorrisos alheios.
Ah, como tudo se transforma.
O dia, que em poucas horas torna-se noite, e quando menos esperamos, já o é novamente.
Sonhos que são interrompidos abruptamente por fortes gritos em busca de mais realidade.
Utopia dum lunático desmedido.
Prosas são escritas com as lágrimas duma lástima escondida.
Representação, talvez com um sorriso tímido, que não consegue quebrar as barreiras da ilusão que se passou, mas o poeta ainda persiste preso nas suas lembranças.
Calmaria, quem é ela, onde ela está, se apresente na minha frente.
Sensatez, sorte miserável, alguma outra coisa qualquer.
Palavras ao vento.
E ao vento sou levado, como uma folha seca, que ao primeiro toque, se esfarela, transformando num amontoado de nada.
Vento que sopra aos meus ouvidos.
Brisa de toda manhã, candidez matinal.
Sutileza de meus pensamentos que vão se apaziguando ao som do mais lindo som, o breve silêncio.
Silêncio que é quebrado pelos meus pensamentos, que transformam-se nas batidas aceleradas dum coração vazio e despedaçado como a folha seca.
Sonhos que se vão e com eles levam consigo a esperança, pois a realidade é imposta no despertar do relógio.
Desfaço-me, dissolvo-me pelas águas cristalinas desse rio, que me traz lágrimas e sonhos.
Rios de minha consciência.
Rios duma solitária jornada.
Avidez de meus pensamentos.
Tardes cinzas.
Dia e noite se confundem.
Esperança contrapõe com a realidade.
Impossibilidade inexata, chuvoso em sua calmaria.
Fustiga-me os raios do brilho do olhar que outrora fora visível, mas que hoje não o vejo.
Meu espelho, no espelho, reflete as mais belas e sinistras verdades de um sorriso incolor.
Pureza em meu interior.
Solto-me dos laços aprisionados.
Prisão que reflete uma real verdade.
Versos são transcritos, redigidos, protegidos pela poeira solitária e esquecida.
Minhas lembranças.
Poucos são os momentos em que não estou no vasto e solitário mundo das lamentações. Canso-me de tanto procurar uma saída, nas músicas eu tento me refugiar, nos lábios de outras pessoas, vozes que transcende o finito silêncio, pois eu quero gritar.
Meus lábios tremem, mas não é de frio.
Sinto-me na mais real indiferença aos meus pensamentos.
Olho para todos os lugares buscando uma direção, mas não a encontro.
Só estou firmado em meus pensamentos que idealizam um sonho que em um dia distante se perdera de vista, torno-me a visitar as minhas recordações, minhas lembranças.
Em minhas costas persiste o peso da calmaria, candidez persistente, que me angustia e me maltrata.
Solitariamente só, assim estou, assim eu sou.
A esperança é adiada a todo o instante, nos olhares alheios que ficam alheios aos meus, desviando-se, sem qualquer tipo de contato.
Vida de falsas esperanças que são quebradas como cristais ao chão, sendo espalhados os seus cacos por toda parte.
Sensação de ter perdido algo sem nunca realmente ter conquistado.
Puro engano, puro como o som do único silêncio, o das minhas palavras que se calaram.
Rostos se viram quando a minha face lhes é exposta, enojam-se de mim, procuram manter a distância, é bem melhor, assim eles pensam.
Nas esquinas vejo os carros correndo de um lado para o outro, freneticamente, invariavelmente.
Torno-me impotente, não sei por onde começar.
Esses carros que trafegam de lá para cá, me impossibilita de atravessar, não me é concedida a passagem, sou um estrangeiro num mundo que renunciei.
As letras do antigo são transcritas com o suor de alguém que anda e anda, mas não sai do lugar.
Poema de uma poesia de vida, de ida e nunca mais voltou.
Pelas avenidas do mundo desconhecido hoje percorro ao som das músicas globalizadas, mas devido eu não ter me colocado a disposição do conhecer o novo, não consigo um entendimento perfeito do que acontece.
Antecedendo os meus sonhos, assim são as batidas desesperadas de meu coração.
Bate pela perfeição da criação.
Mulheres que têm como singulares seus nomes, marias de todos os nomes.
Marias do Carmo, dos anjos.
Maria de Deus e de mais ninguém.
Sutileza em seu terno nome.
Santidade em forma de mulher, mulheres.
Menina, pequeno raio de luz.
Luz que ilumina o coração dos menos afortunados, desesperados e descuidados.
Sonho de uma única noite, que nunca se concretiza, poetiza sem letras e palavras.
Poetisa do porto, da praia, das minhas noites em claro, nuvens que conhecem os meus segredos, pois vivo nelas.
Oh, estrelas que vi nascerem, que vi crescerem e que também as vi indo embora.
Estrelas cadentes, nascentes.
Estrelas indecentes, desejo de serem amadas.
Estrelas da noite, simplesmente.
Prosa incompleta, incorreta, sou e estou sem seu brilhar, as nuvens de meus pensamentos impedem de vê-las, pois são muitas.
Brilhos que se foram, juntamente com o olhar da estrela de ontem.
Celso Ricardo 18/08/05 – 20/08/05
Estruturas que um dia eu já estudei, raízes que um dia já cultivei no quadrado de minha vida.
Abstenho-me de meus desejos mais secreto em busca da solução exata, mas que pena, não consigo encontrar a fórmula.
Qual será a fórmula perfeita?
Se é que existe.
Procuro todas as respostas nos infinitos livros, teorias são jogadas ao espaço que sobrou em meu peito, coração calado.
Não há expressão que consiga decifrar as suas formas, sou apenas uma base menor que é divisional à duas partes.
Mas se a parte maior for somada, transforma-se na fórmula completa,
Trapézio de meu equilíbrio.
Circulo por todo canto da terra, percorrendo seu raio e em sua circunferência, não me vejo.
Elevo-me ao quadrado pela insana busca.
Celso Ricardo 18/08/05 – 20/08/05
Que pena que ele se foi,
Mas como todos sabemos
Ninguém vive pra sempre,
O sempre, sempre acaba.
Um dia, quem sabe,
A sua existência poderei contemplar.
Um sonho, uma realidade.
Utopia dum mero leitor.
De suas crônicas, de suas poesias...
São lamentos por ter-nos deixado,
Mas também são muitos
Os agradecimentos por também
Ter-nos deixado, os seus escritos.
Puro, como as virgens donzelas
Pintadas por Picasso,
Alucinado como as linhas
Geometrizadas por Pollock
Você, que um dia viveu entre nós
Vocês, talvez perderam um dos mais
Ilustres poetas, fábrica de emoções,
Iluminado pelas mãos de Deus.
É certo que o Sol brilha para todos,
Mas nem todos conseguem transformar
Os seus raios em energia de inspiração.
E no meio do gol, havia um goleiro...
Os gritos pela falta de organização,
De quem, eu me pergunto?
Pelas ruas que andei,
Pelos bairros que passei.
Pelas viagens internacionais que fiz.
Todas não se comparam as emoções
Que encontrei, quando de suas obras
Passei a conhecê-las, e quando eu menos
Esperava, restavam apenas três minutos.
E logo eu ouço, acabou.
Tudo acabou, você se foi.
Na briga pela bola da vez,
Fiquei com as melodias de uma MPB,
Que me acostumei sem nenhum esforço.
E se eu quiser falar com Deus,
Também eu ouço, tenho que me afastar
E me aproximar de mim mesmo.
E caminhar pela estrada da vida.
E eu pergunto a ele:
Onde estão as pedras que sempre tropeço?
Onde elas se escondem?
Será que ele me responderia? Talvez.
Uma vida diferente, mais um sonho.
Sonho que sempre começa,
Mas nunca se finda.
Sonho de uma criança alegre.
Pegadas pelas ruas.
Olho para o relógio da parede,
É tudo tão normal, sabe lá.
Lá dentro, dói muito, mas como eu
Quero chegar, vou pelo caminho.
Cantar, sonhar, andar,
Mesmo sem conjugá-los já é
Possível verbalizá-los por si só,
Pois na simplicidade que se encontra
O verdadeiro significado.
O ser e estar.
Ouço, lá no fundo, aquela música.
Das minhas lembranças, de meus desejos,
Dos meus momentos, e quanto num instante,
Sou subitamente transtornado pelas
Mudanças, que são rápidas.
Sorrisos se misturam com as frustrações alheias.
Músicas sem sentido, palavras que não entendo
Seu significado, num único movimento,
Somente, e repete e se repete.
A rotina, tradução dessas palavras jogadas,
Jogadas ao ar, empurradas pelo ar.
Nas antenas dos rádios, na mesma rádio.
Súplicas de um mestre, que se foi.
Que pena que se foi.
Lamentos de um leitor,
Resta-me a desintegração de sua alma,
De seus textos, que mesmo solidificados
Entre meus dedos, escorrem por um rio de lágrimas.
Comprovado, estigma de uma ralé,
Sem fé, esperança, sem a hombridade de um mísero maltrapilho, que ao menos se afugenta de suas origens em baixo de seu mau cheiro.
Somos nós todos malcriados
Ou mal criados são os nossos pensamentos?
Quem nos daria essa resposta?
Talvez a própria interrogação (?)
Por quê não!
Tento fugir com meus pensamentos,
Vou para longínquas distâncias,
Ao som de mais uma linda melodia,
Que se repete, sobre o amor é tema.
Quero-te mais que tudo, tudo, tudo,
É assim que se passa, aqui ou entre
Qualquer outro lugar, não importa,
É a dor mais pura, a dor que fica dentro
Do meu coração, fica aqui guardado.
E toda a história eu já visitei, e o
Silêncio se acomoda, sem deixar-me
Em paz, é a paz que todos querem que
Eu abomino, te amar somente na história
As notícias percorrem na cidade, são
Muitas as boas novas, mas para mim,
Não consigo ver virtude em tantos sorrisos.
São tudo e não sou nada.
Choro ao som de mais um chorinho,
Sou levado pelos devaneios, dos sonhos,
Da utopia adjacente dentro de meu coração,
As perguntas se aglutinam, num único gole.
Pobre são os grandes, que persistem
Em sua integridade, que ilesos precedem um
Grito de alívio, de dor que seja, mas é decorrente de um desabafo.
Cadê o que procuro, por quê não vejo.
Quem sabe, não existe, é apenas mais um fruto de minha imaginação, que produz alucinações em busca de um aconchego, e a repetição do todo, de tudo, tudo e nada.
Náufrago de uma embarcação que antes era a de maior confiança, que palavra é esta, confiança, eu sinto é desconfiança, eu quero é rasgar minhas vestes e desabar num único grito de desabafo, mas não posso.
Conversas paralelas se multiplicam numa velocidade surpreendente, palavras que são rapidamente jogadas ao relento, sem apego, sem entusiasmo, são informações que representam um nada.
A medida que passa o tempo, mudo te tom, pois procuro um tom para minha vida, ao ritmo desastroso da incoerência desenfreada da imaturidade, mudança de tudo.
Sufrágio duma gargalhada, uma piscada de olho, por cima dos ombros, sobressaindo da razão natural da cadência. Penso que sou livre,
Mas se esse pensamento há um crédito, então por quê provém o desejo de ser livre.
A prisão me assusta, o mundo me assombra, me transforma como um acuado e peregrino, como um campo imenso a ser descoberto, mas que por minha insegurança, não consigo desfrutar da vida o que ela pode me dar.
Os tempo ruge contra as minhas costas, o mundo passa e somente eu permaneço no velho passado, tento viver da história, não paro com a falta de coragem, é inevitável.
As pessoas se mostram, se transformam, crescem, mas vejo que todos continuam as mesmas pessoas, a pesar delas se mostrarem diferente para mim,
Penso que elas querem nos substituir por qualquer outra coisa nova, que dá mais prazer, mesmo que seja momentâneo.
Os dias se passam, e vivo na expectativa de mudanças, melhores no amor, na dor.
Sonhos que um dia suavizaremos nossas mágoas, nossas críticas, compartilharemos um pouco mais um do outro, sem que necessariamente sejamos recompensados.
O que seremos, o que somos, o que somos capazes? Alusão de uma vida perfeita.
Braços se estendem para nos abraçar, mas será que daqui a pouco eles estarão estendido novamente? Este é meu grande medo.
Sou apenas um mero leitor de seus textos, que representam um mundo totalmente utópico, inexistente, somente eu acreditei, mas você se foi, ele se foi, talvez, cedo de mais.
Ida para um lugar que não temos notícias, as visitas são proibidas, descarrila nas notícias de quem nos deixou, pouco a pouco nos esqueceremos, que pena, de mim, de mim.
Volta somente aos meus alhos, quando adentro em seus escritos, que se repetem na sinuosidade de relatos, somos pobres, pois pensamos no próximo, e procuramos aconchego num banho de alma.
Vê se lembra de mim, línguas se misturam com seus próprios costumes, explicações descritas por relatos, sapiência ignota.
Quem e o quê e para quê?
Números se rastejam por ruínas, na dependência da facilidade.
Nada é fácil, assim diz mais um poeta, com seu café amargo, na negação do ócio, todos os dias para o seu próprio dia.
Nas cidades, as luzes se confundem com o findar de mais um novo dia.
A verdade, realidade refutável.
Lutas contra a luta.
Eles se escondem atrás de um falso método, ruidoso e piedoso, e o que é ser e estar.
Continuidade de uma mágoa, de uma deliberação restrita. Que vida de sofrer.
E hoje em dia, como eu posso dizer eu te amo, assim dizia o grande poeta, que também se foi.
Sem essa de ficar sozinho, quero viver em paz, numa realização pessoal.
Ruínas se repetem, alarmes disparam, alardes, estreita liberdade, prisão em plena liberdade.
Singularidade, músicas tornam a romper o silêncio absurdo, ilusão de comprimento social, pessoal, fatal.
Barulho de conversações, bagunça, desrespeito. Permaneço ileso na mais pura ventilação das palavras auferidas por um mísero retardado, as linhas se confundem.
Que desesperança, desapego, retaliação.
Ridicularizado pelos fundos de uma embarcação, que na sua nau, sofre os danos dum mau tempo, tempo de desrespeito e desamor, ironicamente.
Resta-me o silêncio, o desapego por coisas insanas, puro engano meu, quando em algum dia pensei na existência dum mundo valorizado, integrado com a verdade.
Ah, tanta inocência, clemência eu peço aos afortunados de conhecimentos, pois sou um ilustre desconhecido, apenas conheço os escritos dos conhecidos, sou um pobre leitor.
Escracho da tristeza, realidade absurda.
O abuso me conduz ao grito por uma justiça, mas ainda não sei qual é, a astúcia e esperteza se completam nesse mundo de egoísmo e sofreguidão. Reis do mundo, de cada mundo imundo que existe nesta vastidão.
Como arde o Sol, os raios de Sol, como eram lindas aquelas estrelas cadentes, estrela do mar, estrela de qualquer lugar, tudo se foi, juntamente com a figura do grande poeta, que com sua vida, sucumbiu.
Nas estrelas eu vejo, mesmo se eu apagar a luz, o seu sorriso em suas palavras tão bem escritas, dispostas, quando representava com toda a sua clareza o amor, e do amor.
E mesmo com as luzes apagadas, mesmo assim, consigo enxergar seu verdadeiro sorriso, talvez uma grande interrogação, paixão executada.
Antítese de uma tese, pleonasmo sim.
Sinônimo dum raio instantâneo, súbito, epopeico, persuasão de um mero leitor, de ti, de mim, e o que é o sofrer, e o que é o amar?
Meu bem, meu querer, harmonia, desarranjo,
Multidão de contradição.
Meu encanto, sou louco, estou louco, sim, eu volto ao ser e estar, nessa situação, discriminação, vozes que ecoam no vasto espaço, pelo ar, pela leitura de suas obras.
Oh, barulhos que não me deixam, solidão do meu grande e azul, céu estrelado, estrela que se foi, que somente nos deixou sua maior preciosidade, seus pensamentos.
Na repetição de cada batida do coração, que nunca se repete, sempre bate por algo diferente, pelo amor, pela dor, da perda desse amor, que um dia se colocou como um detalhe, alheio aos sentimentos.
Puro silêncio, já com um zunido no ouvido, as vozes se repetem, como e quando tudo isso começa e acaba? Eu não sei, sou livre em minha prisão consentida pelos meus ideais.
No devaneio da vastidão irracional de falsos intelectuais, pequenos sem ao menos saberem, som da infinita ignorância, palavras e palavras desconhecidas, músicas sem a real tradução, não há sentido, não há sentimentos.
Somos brutalmente violentados por um mísero raciocínio, a busca por valores agregados ao produto acabado, os fins desse modo aniquilam os meios, deturpam o verdadeiro sentido, realidade e ficção.
Rádios com sons estridentes, realizam a busca por melhores sintonias, caos e discriminação, cadê as chaves de todas as perguntas, vacilo dum estreante, o não persistir.
O som percorre a sala, luzes se confundem com o claro de idéias geniais, perspicácia do pequeno corredor, que atravessa toda uma história, velho e novo se confundem.
Velhos pensadores, inusitados conhecedores, possuidores da imensa experiência, com o passar dos anos, sim, concluem suas largas jornadas, porém, são assaltados por gestos grosseiramente insanos.
Não há permissão para pensar, o contemporâneo se arrisca contra as tradições, travam uma luta corporal, seus espíritos são dilacerados, só restam as migalhas pelo chão.
Terra que encobrem aqueles que pretensiosamente tentam com sua velocidade atravessá-la, caem como o maduro que se desprende de seus galhos, o verde é aniquilado, extinguido.
O mundo não releva, pequena ironia, engole os menos favorecidos, desafortunados.
O poeta se foi, rindo talvez das intrigas que deixou, piadas para aqueles que não conseguem decifrar seus signos.
Ao som de mais uma linda sonata, discuto internamente sobre as razões, poções mágicas, dentro do meu peito, as leituras de suas cartas que se foram, levadas ao vento.
A fumaça invade o ambiente, transforma-o num antro de destruição, sonoplasta desestimado, antropólogo de pensamentos alheios, vampirismo constante.
E dia após dia, eternamente na busca de significados, realçam uma loucura, economia de estado de espírito, santo espírito que se foi, nos deixou, o vento o levou, para bem longe.
De tudo e de todos.
Economia de espaço, agressão aos morais, refinados estúpidos, cúmplices dum genocídio em massa, na marra,..., vôos longos, de costas para a vida, linda e pura flor que se foi, nas nuvens te encontro, me encontro.
Fidelíssimo, caluniador, descuido com as palavras, o frio já passou, o quente não chegou, e o morno dá o tom real da velha e constante situação, múmia, sarcófago.
Desterro de cadáveres, sono, o mesmo de sempre, eu aqui e ainda, tudo é bom, mas também tudo nos faz tão mal.
Quem sabe, um bom dia para começar?
Os portões são abertos, há extensões de crimes por todas as ruas, as cidades são declaradas insanas, pensamentos são menosprezados por serem contra os bons costumes.
Palavras de desabafo, que não se definem, misturam-se com as suas próprias indignações,
E paira uma pergunta, e por quê?
O corpo pede auxílio, quer gritar, mas ele não pode, não consegue, são os nós de nós.
O grito, o rasgo no peito, o ridículo reflete sua pálida e cálida doença, rasgo no peito, não passa de um desejo, insano desejo.
Oh! Alma inacessível, alma selvagem, incorruptível, falsa alegria, regras são criadas pelas necessidades de estabelecer normas, os erros são unos, são deploráveis, destrutivos.
Assim como os sonhos de lunáticos.
Sobras de sobras, sobram no vasto terreno da incredulidade, camisas apertadas nos afastam da realidade, almas desregradas, auto destrutivo, detonadores de bombas.
Só resta a espera, no sonho. Na cama.
Vasos de sangues se vão com violência, como numa máquina programada, bombeando o sangue pelo órgão dos sentimentos, coração que sempre será imaturo, não há solução.
Violação dos desejos alheios, estado inicial do ser, humano, inteligente, corpo e alma em sua plenitude, joelhos se dobram em busca de algo, perdão talvez, mas pode também ser a busca pelas migalhas espalhadas.
Respostas das palavras, sempre correndo atrás delas, bobagens, relatos, descobertas.
Mas tudo isso, por quê somos assim. Meros espectadores da vida, não participamos de suas ações, abdicamos de nossos ideais por idéias de quem quer que seja.
Fraquejamos todos os dias, mas não aceitamos o erro como nosso, são deles, assim pensamos.
As folhas são passadas uma a uma, com rapidez, os sons mudam, as letras eu agora consigo entender, está em minha língua.
A dúvida é a certeza de que nunca sabemos de nada, paira um breve silêncio, violento silêncio, consigo ouvi-lo, é contínuo, retilíneo, puro, como o ser em sua essência.
Não há relatos sobre os que permaneceram intactos, puros como o silêncio, o fim.
Importa que nos resta ainda uma longa caminhada, com suas curvas.
Meus olhos persistem na busca de enxergar o verdadeiro, nada, não o encontro.
A velocidade satisfaz aos que gostam das grandes caminhadas, não há descanso.
Tudo se vai, até aqueles que parecem ser os eternos, permanecem somente os seus relatos, intactos e descritivos de sua alma.
Os quadros se deslocam de lugar.
É tudo que quero, que persiste, nos meus sonhos há ainda, o desejo.
No meu caminho resta o começo, pois ainda não o encontrei, só no dicionário o achei.
O felicidade que nunca pousa em meus aposentos para saciar minha sede.
Pouco eu conheço e o que conheço não basta para iniciar uma vida, pura como a dos anjos.
Possivelmente os passos existem numa caixinha, bem escondida, Pandora que nos explique, por quê ela não segurou nossas emoções, ô esperança.
Palavras são palavras, o poeta que se foi, nos deixou, músicas que ele ajudou a compor, a cantar, também a descartar.
Sujo, sem esperança, que hoje se foi.
Para alguém, quem sabe, mas num único gesto, repousa a realidade sobre os sonhos dos filhos da Sofia, graciosa e desajeitada Madona.
Suave como uma música.
Seres que nos deixaram, área de acesso a informação, que pena que não somos capazes de restituir o bem, senão acumular o descuido de não errar .
Sejamos livres em nossos cantos, nossas jaulas, e os nossos sonhos foram todos quebrados, se é que podem quebrá-los.
E o mar, quando que irei vê-lo?
Oh, lembranças que não me deixa.
O desperdício de um grito, num tempo de ruídos e barulhos, cadê o amor que um dia outrora me oferecera? Onde foi enterrado?
Foram somente palavras jogadas.
Sul e norte não se encontram, pólos existem para separarem as massas, e sou um pólo separado, tantos sorrisos foram divididos com a metade que se foi, só penso.
Pensamentos de uma parte de um todo, mas dizem que o todo sem a parte não compõem o todo. Falta das tardes de Domingo.
As mudanças me incomodam, não consigo absorver tanta coisa nova.
Que vida se relata, senão o próprio livro de sua vida. De novo sou suavemente transportado pelos hinos, pelas canções.
Coração, se apronta para recomeçar.
O novo de novo se apresenta, maltrata, reage.
Filho de homenagens, lado a lado com os enormes brutos. Suas costas são queimadas pelas raízes das enormes árvores.
Sombras de todas as naturezas, raiz do som, do calor, pescadores de ilusões.
Sabedoria insana, relatos de senso crítico apurado, de um poeta que se foi.
Sensibilidade absurda, incomparável, única.
Estantes arrumadas, papéis em seus devidos lugares, interesse próprio.
Auto crítica, sufrágio dum louco.
Maioria, é a maior decepção, demora na sua elocução, não há hora de chorar, mas o poeta já se foi, e conseguiu mudar o mundo, pelo menos um dos mundos, o seu.
Seja humano, seja celeste.
Seja correto, não seja corrupto.
Tenha fé, na vida, na sua vida.
Seja e não esteja.
Quando em minhas velhas lembranças, relembro de seus gestos, de seus gostos, mesmo que agora encobertos com a sombra do passado, que se foi juntamente contigo.
Velhas e inseparáveis lembranças, nas suas cartas, que conseguia enxergá-la, seus sentimentos transcritos.
E quem foi que disse que as cartas não falam, elas diziam muito pra mim.
Cada palavra escrita, cada palavra posta no papel, que pareciam transcritas com lágrimas, puras como o seu próprio silêncio, que era de costume, rapinas de minhas noites.
Valia a pena voltar ao estado inicial, imaturo, de encontro, quando no acaso do acaso te encontrei, num simples esbarrão, formamos num único instantes corpo e alma.
A dor talvez seja para os fortes, que atravessam-na com todo ímpeto, sem que as marcas da dor lhe deixe seqüelas, só me resta o que restou, as sombras de tuas infindáveis lembranças, a vida ganhou.
Vencer à liberdade, lema de um grande espectador, que busca respostas por intuito, sapiência obscura, não valorizada, todos os sentimentos caíram em desuso.
Acusado pelas noites em claro.
Acuado por canções que me visitavam, invariavelmente, sem o menor remorso, simplicidade exposta.
Vida que continua, mesmo sem as tuas cartas, teus escritos, como tudo se foi tão rápido, será que não consegui perceber o seu afastamento da minha vida?
A paz, que tanto busquei, pelos bosques que passei, foram tantos, tantos sorridos roubados, lábios, olhos, todos romperam-se num piscar de olhos, de meus olhos, sim, você se afastou.
E no deserto, que um dia eu te encontrei, somente eu permaneci, e você, tão longe se apresenta, e eu aqui, correndo só, longe de ti e perto do nada, tudo para, tudo continua.
Sonhos que se repetem, sem volta, não há volta, deixa tudo pra lá.
E quando de ti ouvi, se existe vários amores você foi um, mas se existe somente um, então eu ainda não o conheci.
Sabes que nesse dia, tudo parou, pois, percebi que estava só, não tinha ninguém para me apoiar, tudo que sonhei, só foi meu.
Mas que tudo, tudo, tudo...
Oh, lembranças que não querem me deixar.
Fui, assim eu escutei, após aquelas palavras, então, comecei entrar num vasto e isolado mundo, que ninguém foi capaz de visitá-lo.
Quando muito eu próprio as vezes me visitava.
Extrema realidade onde fui jogado.
Tentei lutar contra os caminhos que se apresentavam, contra e a favor.
Eu e minhas lutas interiores.
As lendas de algo verdadeiro, se apresentava.
Puro como o som do silêncio, assim eu pensava que era, puro engano.
O puro não se encontra mais nas prateleiras da vida, é um utensílio em falta.
Prosas com muita angústia.
E a cada batida, a cada som, invadia-me, e que as vezes fazia eu pensar nas contradições, minhas contradições.
Lamentações, por quê você se foi?
Eu procurei várias estradas que fizessem dar de encontro com os teus passos, mas, a cada passo que encontrava, as suas pegadas distanciavam-se umas das outras.
Distância que aumenta dia após dia, irrefutavelmente, invariável.
Tento visitar o meu túnel do tempo, só para ir em busca das páginas que foram escritas com verdadeiras lágrimas.
Corro por ações que me levaram decorrentes pelas reações, reação que outrora não fui capaz de expressar.
Direto, assim é que eu deveria ser, direto.
Firme nas palavras.
Nunca, jamais, são palavras que não ouço com freqüência, frieza no agir, esse não de minha parte, mas do presente que representou muito bem o meu passado.
Futuro utópico, real só nos meus senhos.
Meu futuro, que tento viver através do passado que rasga meu peito em buscar por singulares respostas, são simplesmente transformadas em certezas de minhas próprias incertezas.
Em minha alta velocidade, que desfragmenta meus instintos mais fugaz, trânsito de inteira falsa impressão, são pés e mãos em torno de um corpo, cheio de um todo, vazio profundo.
Suaves são as palavras de aconchego que chegam a mim, mas que na verdade me faz tão mal, por quê são proferidas tantas palavras sem um verdadeiro sentido.
Pulos de alegria, algum dia eu já dei.
Saltos que agora são dados para fugir das flechas do destino, ele não culpa as palavras, mas culpa quem as profere.
Sabedor de todas as coisas, é, ele com seus lindos escritos se foi, juntamente levando a alegria das cartas de quem um dia declarou seu sublime encanto.
Que profundo desencanto com o passar do tempo, realista de uma utopia inalcançada.
Tempo que destrói os desafortunados intelectuais, não os deixam viver.
Torno-me presa fácil de meus próprios enganos, confiança que se transportou num único instante na mais rica decepção.
Torpe único, úmido, próprio de mim, doentia alma que fora maltratada.
Bem amada, foi ela que escrevera em suas findas cartas as mais lindas linhas já lidas.
Bem querida, se não fosse o meu infortuno desprezo. Colho agora suas migalhas pelo chão desse sertão árido.
Pestanejando ao olhar o mar, que pelo meu mau tempo, não percebi as ondas se aproximando de mim, variavam umas das outras, mas que sempre cresciam .
E em minha direção, num súbito instante fui colidido com a imensa onda, despedaçado na imensidão do mar, não tendo onde me segurar, lembrei que podia boiar, tentei, mas que pena, afundei com minhas lembranças.
E o que me restou?
Eu queria poder nadar, mas para onde? Em qual direção eu iria?
Pobre à deriva de minha própria embarcação.
Sobriedade que sobrou e faltou ao mesmo tempo. Sólida decisão.
As letras das velhas palavras trancadas dentro dum peito cheio de água, soluçando por salvação, ilha de meus pensamentos.
Criada por mim, e por mim foi destruída.
O presente reservado para poucos, que entre os poucos fui esquecido, vivi o passado, só que permaneci do meu passado e esqueci das mudanças pertinentes ao tempo.
Retalhos de uma vida resguardada a uma velha e contínua história, vida que atravessa o passado, mas que antes de livrar-se das mágoas, volta-se os olhos com saudades.
Prova de uma realização incompleta, escancarada, mas que trouxe aos meus olhos a mais profunda idealização do não eu.
Não sou, mas hoje eu estou.
A paz, pureza e infelicidade se confundem.
Venho, e volto pelas ruas amargas do largo e obscuro esqueleto, carcaça que se apóia nas pernas da indiferença.
Pensamentos em busca de uma razão, que não encontro, não sei onde está.
Pureza encontrada no som do silêncio, que por distração é quebrada pelas águas torrenciais dos meus olhos.
Lágrimas por alguém, que não se importa com ninguém, tampouco por si mesma.
Longínquas parábolas que um dia conheci, em meio ao som da grandiosa orquestra, retidão dum pensamento sensato, único e objetivo.
Sórdidas conversas ao longe, aonde? eu pergunto. Resposta vazia me é dada.
Pureza, leveza, emoção, levando-me com as águas que correm, me cobrem, tiram-me o ar.
Na volta aos meus sonhos, sou eu o único que obtém as respostas, sobram as rugas causadas pela vontade das palavras naquelas cartas.
As correntes que me levaram, não foram poucas, nem tomaram o conhecimento de minhas falhas, destruíram-me por um todo, sobras espalhadas se foram, por conseqüência da estultícia de um dia eu acreditar no sempre.
E a certeza do sempre, que nunca é certa.
Veracidade de meus pensamentos, relativos aos meus desejos, desajustados, enraivo-me com tudo e com nada.
Pêndulos, de um lado para o outro, sendo jogado, transformado a cada instante.
Toques duma trombeta, assim eu escuto, permaneço ileso, intacto, inerte.
Músicas que recriam uma nova atmosfera de som e cânticos, solução de todos os problemas, relacionados ao vasto conhecimento humano, que distancia de mim, pobre ignoto.
Desconhecimento das soluções.
Sandice da sapiência inoportuna.
Pobreza de meus pensamentos que não se desvincula do passado, tortuoso e desastroso.
Sou eu com os meus sentidos.
Puro, semelhante ao breve som do silêncio,
Brisa passional de um breve momento, assim um dia, um pobre já escreveu, relatos do desencanto infortuno, desastroso.
As linhas se confundem, se cruzam, partilham com o infinito.
Nas linhas que outrora foram escritos contos de cada canto de alguma vida, desastrosa.
Cartas que não houve respostas.
Multidão de pensamentos misturam-se com as páginas da vida do poeta que se foi, e com ele, os martírio, mas este sim, permaneceu, intacto.
As horas passam, o ponteiro custa para trocar de lugar, petrifica em sua essência.
Lágrimas que custam em seu cessar.
Lembranças de alguém que somente existiu através da dor de uma perda, quem sabe, de alguém que só existiu pra mim.
Provável desilusão de ação não correspondida, pedido de silêncio, obscurecido pelos meus olhos encharcados, lascívia e também pura.
Desengano do mundo e para o mundo.
Mundo desgarrado, meu mundo, caro mundo.
Brado duma revolta, sandice indiscriminada, sem proibições dos sentidos inquietos.
Problemas de uma noite.
Saudade infindável, cortejando meus devaneios, insalubres.
Maltrapilhos como os meninos de ruas, que são rejeitados como animais não queridos.
A certeza nunca bateu em minha porta.
A dúvida permaneceu nas nuvens de um pensamento insurreto, retrógrado.
Linhas de cartas castas regrada e regadas pelas lágrimas dum louco, lunático.
Solúvel, as mais puras combinações, irônicas, crônicas irreversíveis.
Duro como uma pedra, ríspidas assim ela se mostrou, demostrou, se despiu de suas vestes.
Sufrágio sim.
Menina de meus olhos, que um dia se foi.
Desfecho que jamais consenti.
Mas não percebi que ela se ia pela porta da frente, sem que eu pudesse impedi-la.
Razões de que nunca perdeu, e que agora tem que se acostumar com sua derrocada.
Ego que outra vez passou, já não é.
Eu fui, ela disse pela Segunda vez.
Persisti, errei, por não consenti.
Esbarrei nas barreiras impostas pelo tempo, resíduo de um dia uma parte ser completa, mas que a outra queria só um tempo.
Tempo que deu seu próprio tempo.
Suicídio das mágoas, palavras.
O frio me visita, me conforta, restaura.
Distancia das realidades relativas, de um para o outro, não há provável, é o exato.
Princípio relatado nas cartas esquecidas, impróprias, lamentações incomum, única.
Sórdidas e frescas são as lembranças.
O acúmulo de rascunho da vida se vão, não deixa frestas, só quer fugir.
E se você quiser, talvez, eu não quero.
Que sabe alguém quer?
Eu só quero não querer mais, lamentos e sonhos do relacionamento, meu relacionamento, que não posso afirmar ser o dela, da flor que um dia me aproximei.
Despedaçou-me por inteiro.
Sonho de um dia, em que acreditei nas verdades, nas realidades, no sempre.
Os sorrisos foram dispersos pelo caminho, de tudo e de nada sou representado.
Crimes percorrem a grande cidade, inundando cada espaço de paz que ainda sobrevive.
Sutileza das músicas tradicionais são corrompidos por murmúrios das subclasses, sons e cantos, são todos espalhados por todo canto, parábolas desnecessárias, inúteis.
A normalidade que todos procuram causam estranheza em quem não consegue se desfazer de seus puros pensamentos.
Em qualquer caminho consegue-se enxergar a vastidão da intolerância.
O controle, que por vezes é inevitável, torna-se mais e mais brando.
Caminhos a seguir.
Sozinho, é, sozinho nesta vastidão desértica.
Dias se passam, e dias vem, porém, todos tocam o solo da minha desilusão, que rasga meu peito, assombra-me, me desespera e me diz espera.
O sol, que me aparecera algum tempo atrás, já não sinto o seu calor, se distanciou de mim.
Nas minhas lembranças, somente lá que encontro aconchego, lugar este que guardo minha sofreguidão.
Puro como o persistente silêncio, que ecoa na vastidão do vazio não permitindo eu permanecer na minha razão.
Emoção que apareceu-me e nunca mais me deixou em paz, companhia costumeira, mesmo sem que ao menos eu convidá-la, metida, assim ela sem cerimônia apossou-se de mim.
O “pode ser”, ou “quem sabe, a todo instante” aparece nas vagas vezes em que paro para pensar, e o quê, sim, o quê faço?
Não sei!
Casa.
Lugar solitário, amargo, escuro.
Pureza, límpida, cândida, calmaria.
Maria, pura como a água, limpa como a consciência de uma criança, cândida de meus pensamentos, dos meus sonhos
Branca em sua essência, intimamente.
Nas tardes de dia de sol, que por vezes me refugiava e que hoje não a encontro.
Sonhos de um dia, que se tornou noite tempestuosa, medonho.
Cálida brisa que não mais sinto.
Calmaria, somente em meus desejos embutidos na mais profunda dependência dos sorrisos alheios.
Ah, como tudo se transforma.
O dia, que em poucas horas torna-se noite, e quando menos esperamos, já o é novamente.
Sonhos que são interrompidos abruptamente por fortes gritos em busca de mais realidade.
Utopia dum lunático desmedido.
Prosas são escritas com as lágrimas duma lástima escondida.
Representação, talvez com um sorriso tímido, que não consegue quebrar as barreiras da ilusão que se passou, mas o poeta ainda persiste preso nas suas lembranças.
Calmaria, quem é ela, onde ela está, se apresente na minha frente.
Sensatez, sorte miserável, alguma outra coisa qualquer.
Palavras ao vento.
E ao vento sou levado, como uma folha seca, que ao primeiro toque, se esfarela, transformando num amontoado de nada.
Vento que sopra aos meus ouvidos.
Brisa de toda manhã, candidez matinal.
Sutileza de meus pensamentos que vão se apaziguando ao som do mais lindo som, o breve silêncio.
Silêncio que é quebrado pelos meus pensamentos, que transformam-se nas batidas aceleradas dum coração vazio e despedaçado como a folha seca.
Sonhos que se vão e com eles levam consigo a esperança, pois a realidade é imposta no despertar do relógio.
Desfaço-me, dissolvo-me pelas águas cristalinas desse rio, que me traz lágrimas e sonhos.
Rios de minha consciência.
Rios duma solitária jornada.
Avidez de meus pensamentos.
Tardes cinzas.
Dia e noite se confundem.
Esperança contrapõe com a realidade.
Impossibilidade inexata, chuvoso em sua calmaria.
Fustiga-me os raios do brilho do olhar que outrora fora visível, mas que hoje não o vejo.
Meu espelho, no espelho, reflete as mais belas e sinistras verdades de um sorriso incolor.
Pureza em meu interior.
Solto-me dos laços aprisionados.
Prisão que reflete uma real verdade.
Versos são transcritos, redigidos, protegidos pela poeira solitária e esquecida.
Minhas lembranças.
Poucos são os momentos em que não estou no vasto e solitário mundo das lamentações. Canso-me de tanto procurar uma saída, nas músicas eu tento me refugiar, nos lábios de outras pessoas, vozes que transcende o finito silêncio, pois eu quero gritar.
Meus lábios tremem, mas não é de frio.
Sinto-me na mais real indiferença aos meus pensamentos.
Olho para todos os lugares buscando uma direção, mas não a encontro.
Só estou firmado em meus pensamentos que idealizam um sonho que em um dia distante se perdera de vista, torno-me a visitar as minhas recordações, minhas lembranças.
Em minhas costas persiste o peso da calmaria, candidez persistente, que me angustia e me maltrata.
Solitariamente só, assim estou, assim eu sou.
A esperança é adiada a todo o instante, nos olhares alheios que ficam alheios aos meus, desviando-se, sem qualquer tipo de contato.
Vida de falsas esperanças que são quebradas como cristais ao chão, sendo espalhados os seus cacos por toda parte.
Sensação de ter perdido algo sem nunca realmente ter conquistado.
Puro engano, puro como o som do único silêncio, o das minhas palavras que se calaram.
Rostos se viram quando a minha face lhes é exposta, enojam-se de mim, procuram manter a distância, é bem melhor, assim eles pensam.
Nas esquinas vejo os carros correndo de um lado para o outro, freneticamente, invariavelmente.
Torno-me impotente, não sei por onde começar.
Esses carros que trafegam de lá para cá, me impossibilita de atravessar, não me é concedida a passagem, sou um estrangeiro num mundo que renunciei.
As letras do antigo são transcritas com o suor de alguém que anda e anda, mas não sai do lugar.
Poema de uma poesia de vida, de ida e nunca mais voltou.
Pelas avenidas do mundo desconhecido hoje percorro ao som das músicas globalizadas, mas devido eu não ter me colocado a disposição do conhecer o novo, não consigo um entendimento perfeito do que acontece.
Antecedendo os meus sonhos, assim são as batidas desesperadas de meu coração.
Bate pela perfeição da criação.
Mulheres que têm como singulares seus nomes, marias de todos os nomes.
Marias do Carmo, dos anjos.
Maria de Deus e de mais ninguém.
Sutileza em seu terno nome.
Santidade em forma de mulher, mulheres.
Menina, pequeno raio de luz.
Luz que ilumina o coração dos menos afortunados, desesperados e descuidados.
Sonho de uma única noite, que nunca se concretiza, poetiza sem letras e palavras.
Poetisa do porto, da praia, das minhas noites em claro, nuvens que conhecem os meus segredos, pois vivo nelas.
Oh, estrelas que vi nascerem, que vi crescerem e que também as vi indo embora.
Estrelas cadentes, nascentes.
Estrelas indecentes, desejo de serem amadas.
Estrelas da noite, simplesmente.
Prosa incompleta, incorreta, sou e estou sem seu brilhar, as nuvens de meus pensamentos impedem de vê-las, pois são muitas.
Brilhos que se foram, juntamente com o olhar da estrela de ontem.
Celso Ricardo 18/08/05 – 20/08/05
Estruturas que um dia eu já estudei, raízes que um dia já cultivei no quadrado de minha vida.
Abstenho-me de meus desejos mais secreto em busca da solução exata, mas que pena, não consigo encontrar a fórmula.
Qual será a fórmula perfeita?
Se é que existe.
Procuro todas as respostas nos infinitos livros, teorias são jogadas ao espaço que sobrou em meu peito, coração calado.
Não há expressão que consiga decifrar as suas formas, sou apenas uma base menor que é divisional à duas partes.
Mas se a parte maior for somada, transforma-se na fórmula completa,
Trapézio de meu equilíbrio.
Circulo por todo canto da terra, percorrendo seu raio e em sua circunferência, não me vejo.
Elevo-me ao quadrado pela insana busca.
Celso Ricardo 18/08/05 – 20/08/05
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