“Me perdi”, foram talvez as palavras que mais me marcou num poema que li de Willian Alvarenga Ferreira, poeta ilustre e enigmático da Faculdade FIEO, dizia ser um soneto, não vou discutir a questão estrutural, pois ele mesmo relatou que era um “novo soneto”, porém, foi de tamanha a sensibilidade sobre o assunto abordado por este, que surge como um dos grandes poetas emergentes dum movimento literário a princípio, mas que COMPORÁ aos outros gomos da extensa camada artística do nosso imenso Brasil.
A minha busca por um tal de norte magnético, me traduz na mais singela criatura, em que tudo o que escuto e vejo, faz-me sentir a presença-ausente da tão formosa pessoa que se foi, que outrora já havia me acostumado a ver, como era lindo o brilho em seu olhar, que se foi tão rápido, nunca mais eu o encontrei, busquei por várias vezes, mas sem nenhum vestígio, tudo ficou nas minhas ricas lembranças.
As músicas tomaram outros sentidos, e mesmo os contos ou poemas lidos me transmitem agora uma falta da velha expressão que de costume me recordo, da linda expressão de seu sorriso de mulher. Se tudo fiz brotar, nem de tudo pude desfrutar, meu coração é realmente a única testemunha de que eu sou eu mesmo.
Os orvalhos representam a vastidão do meu vazio.
A minha menina não existe mais.
Celso Oliveira
26/07/05
A minha busca por um tal de norte magnético, me traduz na mais singela criatura, em que tudo o que escuto e vejo, faz-me sentir a presença-ausente da tão formosa pessoa que se foi, que outrora já havia me acostumado a ver, como era lindo o brilho em seu olhar, que se foi tão rápido, nunca mais eu o encontrei, busquei por várias vezes, mas sem nenhum vestígio, tudo ficou nas minhas ricas lembranças.
As músicas tomaram outros sentidos, e mesmo os contos ou poemas lidos me transmitem agora uma falta da velha expressão que de costume me recordo, da linda expressão de seu sorriso de mulher. Se tudo fiz brotar, nem de tudo pude desfrutar, meu coração é realmente a única testemunha de que eu sou eu mesmo.
Os orvalhos representam a vastidão do meu vazio.
A minha menina não existe mais.
Celso Oliveira
26/07/05
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