quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Mais um dia no conformismo

Mais um dia no conformismo insano.

Infelizmente estamos nos acovardando com essa irrisória verdade que nos é apresentada em formas gotejantes e desrespeitosas.
De que maneira encontraremos essa tal verdade, se ela se esconde por detrás da incompetência existente nos batentes de uma sala de aula, que nem ao menos entra em sala com os pseudo-professores?
Somos jogados ao vento de uma pobreza de conhecimento, pobreza de espírito, pobreza de qualquer outra coisa que não me cabe aqui mencionar, mas que me remete aos infindos pensamentos.
Os sons e risadas são ao ar jogados e contemplados pela maioria, mas que na verdade, esta maioria não se atém ao que realmente está acontecendo. As gargalhadas me parece terem o efeito de desaforo, de deboche, de desdém, de falta de vergonha e que ela é apenas a extensão dos homens criadores de ideais mesquinhos, imediatistas e volúpios.
Que pena! Que pena que é assim, pois me sinto enganado e lesado, mas perece-me que os demais se contentam com a falta de compromisso, apenas querem fechar um ciclo acadêmico de pura ignorância abdicando-se do conhecimento. É, talvez seja ingenuidade minha querer alguma mudança, não me parece possível, porém creio ser a mais sensata das mudanças, a mudança de pensamento e de atitude, aliás, esta por último vem faltando nos corredores da vida, falta o grito do rompimento dos grilhões que nos prendem somente aos fins, parece só nos importar com os meios, e de que maneira chegaremos, é um comodismo insano e inescrupuloso, doentio, febril, que queima a essência do saber, do conhecer e nos fecham as portas para a luz, apenas restando a escuridão da estupidez desmedida da mentira, da nudez de um saber obsoleto que caiu em desuso, forçando-nos a compreender apenas o óbvio, o cético num pluralismo desregrado e sem causa, apenas a individualidade sem motivo.
O isolamento é uma extensão imutável para a maioria, que se vêem cercados por muitos, mas que ao mesmo tempo pede com gritos internos que alguém o ouça, que alguém venha acolhê-lo. Para mim é melhor me ater nas minhas palavras comedidas, sem desferi-las a ninguém, respeitando mesmo sem saber o real motivo de tudo isso, apenas mantendo o respeito.
Os gostos que dantes se confundiam, hoje se aglutinam num degradante e pobre e triste e fraco comodismo conjunto.
Busco nos livros respostas, até que elas me vêm, porém somente para mim, me sinto isolado na minha incorpórea alegria, solidez de uma felicidade, paradoxo de sentidos, mas que não consigo partilhar com muitos, pois esses muitos não têm tempo, a soberba e avareza os tomam pelas mãos e vagam no mundo ilusório de seus desenfreados cotidianos e obscuro, se perdem com o tempo.
Eu conto os meus contos, e encontro nos meus encontros, no meu canto eu canto e me encanto.
Mesmo parecendo solitária a minha reflexão e indigestão, me sinto confortável e confiável na minha "pseudo-solidão", a qual é muito mais integrada do que a dos muitos.
Sou de poucos sim, porém esses poucos são honestos e sinceros, sou detentor de algo grande, que não me ensoberbece, apenas me consolida, a esperança.






Celso Ricardo R. Oliveira

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