quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Sou eu

O pulo


Fico a olhar para os lados procurando respostas para as minhas perguntas que ainda não foram feitas. O infinito, se é que existe, é o meu passa tempo preferido.
Busco no olhar ao longe, bem lá na linha do horizonte algum tipo de visão, qualquer que seja, não importa, é o que penso, que vejo, ou o que somente quero ver...não importa, sou eu.



A luz resplandeceu em meus olhos, ofuscando minha visão, ela vinha com todo ímpeto, incidindo diretamente em minha retina, fechei os olhos, pois me incomodava muito, com isso percebi algo diferente, que as vezes é necessário não enxerguemos certas situações para sermos poupados de sofrimentos posteriores, não é uma fuga não, é apenas uma questão de atitude, de escolha, de reflexão.



O caótico se incorporou definitivamente em nossas vidas, apoderando-se literalmente de nossa liberdade , condicionando-nos a um estágio de involuntária submissão.
Os nossos sonhos ?
Nossos desejos ?
Somos apenas um gozo fétido expelido pelo demoníaco capitalismo selvagem, egoistamente autoritário, que nos impede de aferirmos com nossas próprias medidas.
Nossas causas !
Que causas ?
Somos extirpados da importância inerente e eloqüente de uma consciência sensata.
Puramente excludente.
Somos negados de nossos direitos.
Pensando bem, nunca o possuimos mesmo.



É preciso falar, esbravejar, gritar, “aloprar”, desritimar, descentralizar, destruir todas e quaisquer ordens.
É preciso desobedecer, enraivecer, enlouquecer, se entorpecer com seu próprio devaneio.
É preciso destruir, extrair, concluir, partir, repartir o homogêneo.
É preciso dispor, pôr, impor, sentir dor com suas escolhas.
Eu.

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