quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Desabafar

Desabafar


Que o desejo enorme de descavar o inconsciente e desenrolar o desejoso desentendimento do descaso.
De narrar o desequilíbrio do despertar do dia que desprende-se do horizonte o desencadear matinal, descarrila as horas desajustadas em relação ao tempo que, ao desencontrar com o desarranjo desabrochante da timidez desafinada, desafia o descabido desejo do desapego.
O controle de nossas mentes são desenhadas no decorrer do dia, designando-nos a desfrutar do descaso desumano e desmoralizador da desordem consentida por mentores desequilibrados, que nos desgovernam e nos desintegra, aumentando a nudez desleal da desigualdade.
A desonra persiste no despencar da noite nebulosa, desmantelando a ordem ética e eficaz, descreditando a classificação urbana, roubando a estima e trazendo consigo o desencanto do findar de um desgastante dia.

Celso Oliveira.

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