quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Dia dos pais

Pensei em fazer-te um poema papai, mas nunca imaginei na extrema dificuldade encontrada para descrever-ti, vejo que tua vida é um poema difícil de ser composto e nós, simples filhos, nunca conseguiremos te traduzir, tampouco te inscrever num único texto.
Tu és tão complexo que em meio a sua simplicidade que nos impossibilita encontrar uma equação exata para a sua fórmula.
Quando olho para ti, vislumbro os calos de suas mãos que contam histórias de enxadas, de enfados, de tantos outros labores que ultrajam na linda composição de uma vida entregue a uma causa, sem ter tempo para o cansaço, para o descuidado, somente o direito de desfrutar o sabor de ser pai.
E caminhando pelos campos e vales da vida; e histórias de chinelos, ou descalço que seja, falando uma linguagem complexa, que nós filhos não entendemos, mas compreendemos por que o amamos.
Também vejo os calos dos joelhos, que contam as mesmas histórias humildes de horas silenciosas ao se debruçar para estar presente no lar, presenciando o crescimento de uma família e a realização de um sonho, de amor, de amar...
Deparo-me ao ver as rugas da fronte que falam das rugas da alma como sulcos da terra que as chuvas abriram, mas que o tempo o fez ainda mais forte, experiente, o fez um pai, meu pai que Deus me deu.
Mas nada há de ser comparado ao sentimento que tenho por ti, pois Deus me fez seu filho, e essa dádiva é simplesmente inexplicável.
Amo-te meu pai, pois contigo aprendi a caminhar e ser o que sou hoje.
Por ti sou grato, e para ti entrego o meu coração.
Parabéns papai, parabéns meu pai.

Celso Ricardo

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