Num primeiro olhar, não foi fácil compreendê-la, tampouco me aproximar de você.
Não a conhecia, nunca tínhamos conversado, seu ar de superioridade, seriedade, concisa, “típico de sua personalidade”, firme no falar com os outros, presenciava tudo à distância.
Num determinado momento fomos nos aproximando, um sorriso de minha parte e... Raramente o seu fui aos poucos me acostumando com seu jeito que às vezes era ríspido até demais, mas, me acostumei.
Fui percebendo que toda aquela maneira de se portar era decorrente de uma história de vida, com muitas aventuras, muitas lágrimas derramadas e até mesmo por lembranças que vez por outra lhe apareciam, fixando-a no passado e não a deixando produzir novas lembranças, parecia-me que a asfixiava.
Via que seu sorriso era muito custoso de extrair, mas quando conseguia, parecia-me fascinante, verdadeiro, como se risse o último sorrir de sua existência.
Seu olhar, esse olhar, tinha o poder de paralisar qualquer “presa”, mas, que havia momentos de muita distração, olhares para o vazio, infinitamente distante, parecia que procurando algo, respostas para sua vida, seu caminho a seguir.
O que estou fazendo aqui? E para quê tudo isso?
Talvez fossem umas das incógnitas no seu olhar.
Talvez.
Talvez as minhas também., não sei.
Fomos nos comunicando, papos rolando, na sala de aula, na biblioteca ou por telefone.
Telefone, este muito interessante por um simples detalhe, parecia que eu sabia quando estava dormindo e sempre ligava na hora de seu repouso de sono, e me perguntava:
Será que só ligo quando ela está dormindo?
E no meu primeiro alô, você despencava dezenas de palavras e perguntas sobre o motivo da ligação, o seu desabafo demorava alguns segundos, eu no meu infinito silêncio, te escutava, acho que sempre gostei de te escutar, confesso: até que é legal, eu gosto, me divirto com tudo isso, pois sei que lá no fundo há uma pessoa muito meiga, “apesar de estar fechada para novas experiências”, fico à te escutar.
Como diz uma música da L.U;
“Já me acostumei com a tua voz, com teu jeito e teu olhar”.
Não a conhecia, nunca tínhamos conversado, seu ar de superioridade, seriedade, concisa, “típico de sua personalidade”, firme no falar com os outros, presenciava tudo à distância.
Num determinado momento fomos nos aproximando, um sorriso de minha parte e... Raramente o seu fui aos poucos me acostumando com seu jeito que às vezes era ríspido até demais, mas, me acostumei.
Fui percebendo que toda aquela maneira de se portar era decorrente de uma história de vida, com muitas aventuras, muitas lágrimas derramadas e até mesmo por lembranças que vez por outra lhe apareciam, fixando-a no passado e não a deixando produzir novas lembranças, parecia-me que a asfixiava.
Via que seu sorriso era muito custoso de extrair, mas quando conseguia, parecia-me fascinante, verdadeiro, como se risse o último sorrir de sua existência.
Seu olhar, esse olhar, tinha o poder de paralisar qualquer “presa”, mas, que havia momentos de muita distração, olhares para o vazio, infinitamente distante, parecia que procurando algo, respostas para sua vida, seu caminho a seguir.
O que estou fazendo aqui? E para quê tudo isso?
Talvez fossem umas das incógnitas no seu olhar.
Talvez.
Talvez as minhas também., não sei.
Fomos nos comunicando, papos rolando, na sala de aula, na biblioteca ou por telefone.
Telefone, este muito interessante por um simples detalhe, parecia que eu sabia quando estava dormindo e sempre ligava na hora de seu repouso de sono, e me perguntava:
Será que só ligo quando ela está dormindo?
E no meu primeiro alô, você despencava dezenas de palavras e perguntas sobre o motivo da ligação, o seu desabafo demorava alguns segundos, eu no meu infinito silêncio, te escutava, acho que sempre gostei de te escutar, confesso: até que é legal, eu gosto, me divirto com tudo isso, pois sei que lá no fundo há uma pessoa muito meiga, “apesar de estar fechada para novas experiências”, fico à te escutar.
Como diz uma música da L.U;
“Já me acostumei com a tua voz, com teu jeito e teu olhar”.
Fiquei apenas no me acostumar.
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