quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Uma noite sem você

Fico a pensar pelas noites de luar,
Lua inteira, Lua cheia que míngua meus sentimentos.
Busco as respostas nas incompletas prosas,
Mas só aos poemas sou lançado.

Sou culpado, transformado...
Platonicamente rebentado.

Pureza duma doce metáfora,
Bela flor que aflorou em minha vida.
Assim eu sei, assim eu te quero.
Sonho de uma noite de verão.

Ah! Se Shakespeare me ouvisse e
Colocasse-me na infinita felicidade
De suas obras. De um sonho completo.
É, mas o poeta não tem compaixão,
E em seus textos nem sou citado.
Mísera antítese de meus sonhos

Que se opõe a minha realidade.
E na Odisséia da vida
E pelos livros percorridos fico a procurar-te.

“Quão solidão terrível”.

Ilíada do meu viver.
De todos os encantos,
De todos os cantos
E no canto do teu coração
Ei de permanecer.

E se preciso for um poema compor
Assim o farei, Cícero, Drummont,
Ou Pessoa eu lerei.
Para o teu coração eu alcançar.

Não importa o tempo, o espaço, só o que importa
É o amor que sinto e que cresce aqui dentro,
Dentro do meu peito, ele grita, geme, por um único nome.
Por uma única pessoa que não existe mais.

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