Um dia de delírio.
Permaneci inerte na minha reflexão através do meu tempo tentando buscar algumas respostas sobre a razão de minha vida, porém só o que me veio foi mais dúvida ainda.
Tentei achá-las nas palavras da razão de Pascal, mas o que ele me respondeu foi à simplicidade de uma razão que a minha própria razão desconhece e ele ainda a chamou de minha emoção, pois bem, mesmo assim lutei contra as sombras da caverna de Platão, busquei o tangível e o inteligível, mistura ótima, mas que me rendeu ainda um quinhão de incógnitas, saí à procura da verdade no mundo a fora, mas a caverna me parecia mais confiável, mesmo assim continuei, caminhei até a sua República, onde lá encontrei um sistema que me ditava o que e como fazer-me um cidadão, mas para ser sincero, não me alegrei com o que presenciei.
Eu voei para a política aristotélica, cruzei as raízes quadradas e hipotéticas das hipotenusas de Pitágoras, porém fui lançado à exatidão da lógica do mesmo Aristóteles que antes era pupilo de Platão, mas que com o seu conhecimento se tornou prepotente a tal ponto que contrapôs o seu próprio mestre, é, como me decepcionei com tudo o que vi. É sim, o que vi, eu lembro que um cara com grandes barbas, falava pelas ruas de uma Grécia Antiga para podermos conhecer a nós mesmos, e ao mesmo tempo dizia que só sabia o que não sabia, e dizia que tudo isso era decorrente de conselhos dados através de um oráculo, de Delfos, antecedendo frases célebres do Mestre Messias: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará, Cristo era o nome, ou melhor, é o nome do prenunciador de tantas palavras mágicas, mas que o tempo o tornou servo concernente a uma religião fanática com uma incorpórea valorização capitalizada.
E nos livros sagrados encontrei sombras de uma verdade que diante de fatos se fazem reais, escritos reais, mas que na avareza de uma sociedade acha-se colunas para pensamentos ignotos, pois o cristianismo procurava um sistema socialista em comum para todos, sejamos nós irmãos uns dos outros, nos amemos. Mas por deturpada interpretação da obra marxista, um tal de Lenin com o seu comparsa Stalin, este sem escrúpulos, sem me esquecer de Trotisk, buscou um país comunista na sua pobreza, ridicularizando sonhos e realidades de milhões de seres humanos, só para satisfação dos seus egos. Assustei-me em lembrar das correntes de pensamentos da "Santa Igreja Católica", a qual utilizou-se de métodos não menos deploráveis dos usados por Stalin, e viu que o poder era bom, com os olhos voltados somente para a soberba, protagonizou um dos capítulos mais cruéis da história da humanidade, que através de uma inquisição de poder, sustentava sua luxúria e o descaso em troca de indulgências meramente trocáveis.
Vários foram às razões em que me entristeci em acompanhar pela minha memória, daí não me contive, fui a lágrimas, as quais não cessaram por longos minutos, mas eu tentei continuar por minha longa viagem de meus pensamentos, estes que eram os únicos artifícios permitidos pelo Sumo Pontífice, pois não eram mensuráveis e na estrada caminhada pela minha razão fui rasgado emocionalmente no momento em que lembrei do que eles eram capazes de fazer em nome de Deus, trocar indulgências para salvação de almas, que num purgatório permanecem à espera se purgando dos seus pequenos delitos cometidos aqui na terra, mas que com o findar de um certo tempo são limpos e purificados ou acometidos por serem retirados por orações, missas ou indulgências pagas para remissão de tais pecados, criação de lugares escuros e sinistros para crianças que morriam sem serem batizadas ou nasciam mortas, um tal de Limbo foi inserido a fim de arrecadar verbas para o poderio do clero, rezas (santas missas) em pró de almas que se foram desse mundo, mas que através de mais rezas de novenas e posteriormente diminuídas em um terço para resgatar almas que não foram para o paraíso, missa do sétimo dia cobrada, indulgências para remissão de pecados de diversos tipos, onde o que vale é aquele que tem mais poder financeiro, assim pode ter parte de seus pecados perdoados, ou todos. Então eu me perguntei: Que Deus permite tantas atrocidades quanto a estas? Será mesmo que é em nome de Deus, ou em nome do meu deus (poder) que tudo isso é permissível?
Fiquei frustrado e enraivecido em me lembrar de tudo isso, mas por conta de um luterano de nome Martinho, quis ir contra tais preceitos estabelecidos por um dogma irrepreensível por conta das autoridades celestiais, e em 95 teses, estabeleceu-se um rompimento dos intocáveis paradigmas, salvação para o mundo, protestantismo já! Mas que pena, tudo isso só resultou por conta de questões de poder, pois o Salvador já havia religado o homem com Deus, mas o próprio homem tomou em suas mãos a espada e saiu pelas ruas a fim de realizar a separação a ferro e fogo, a sua Guerra Santa, mataremos e destruiremos em nome de Deus, de Alá ou de quem quer que seja, não importa, o que interessa é a anarquia em pró de alguma coisa, que só no fim nos será revelado, assim foi o pensamento retrógrado destes pobres infelizes.
Oh! Pureza de meus pensamentos, por onde você tem me levado? Pensamentos só porque eu existo, é isso Descartes? Não sei, pois existem anjos e santos para todos os tipos de gostos e ocasiões, todos eles fielmente elaborados para cada situação.
Não quero mais ver tantas coisas ruins, isso me machuca e me faz tão mal.
É, eu vivi muitos amores, e de amor em amor, fiquei preso no labirinto dos meus conhecimentos ou dos meus delírios, estes que voam em busca de um amor perfeito, infinito, que dure para sempre e que me faça sorrir e correr atrás dele com toda a minha atenção, com o meu zelo, que dessa forma me deixa sorrir o riso e chorar o meu pranto, do amor (que tive - terei), mas que numa esfera de emoções, me transforma no amador, que dantes era a pessoa amada, assim me ensinou Camões, lusitanos que nos deu uma linguagem, mas que não freou o desenvolvimento de uma língua viva, miscigenada e rústica, só falada num país como o nosso, que se modificou a ponto de se transformar em uma língua à parte do mundo.
Renasceu dentro de mim através de meus pensamentos o que outrora houvera renascido em um período iluminado pelo conhecimento, e dentro de uma literatura fui buscar a de Thomas Mores na Utopia de seus pensamentos, lugar e sistema ideal para a humanidade, talvez uma releitura de A política de Platão, mas que por fim o Thomas Mores foi condenado pela Santa Igreja à morte, mas que anos depois foi canonizado Santo da Inglaterra, nem mesmo eu que sou muito louco poderia entender tal rota de vida e morte, mas... Tudo isso me serviu para um acúmulo de idéias, as quais me moldaram, possibilitando-me um conceito ímpar perante a sociedade, os fins justificam os meios, mas cuidado, não sejais liberais, tampouco, parcimônicos, pois o Maquiavélico pensamento está à deriva da raiz do mundo, nem mesmo Eros de Shakspeare acertaria meu coração, o cupido as vezes se torna culpado por erros irreparáveis.
Subi os meus olhos, e vi somente lamentos e rangeres de dentes, sendo estes por raiva, por fome, por culpa ou por qualquer outra coisa que seja, é, infelizmente enxerguei o inferno de Danti, com os seus dez estágios, loucura, só poderia ser um elogio à loucura de Erasmo de Roterdan.
Quincas Borba, Brás Cubas, Rubião, Helena, todo mundo num mundo machadiano dizia Assis com seu amigo literato Lobato, ou Cassiano Ricardo, ou Fernando Pessoa, ou Nelson Rodrigues, ou outro maior.
Fui à procura de algo maior, talvez um pensamento liberto de preconceitos, mas nem mesmo Friedrich Nietzsche me impressionou, aliás, me impressionou sim o modo em que ele me apresentou o seus pensamentos, todos sendo irritantemente pessimistas e preso à uma loucura por tentar se desprender de conceitos pré estabelecidos, porém o que notei foi um cara que criou uma antítese de uma tese cristianística. É, os fins justificam os meios, mas que meios eu me pergunto, para quê tentar desvendar tantos códigos, sejam eles de Da Vinci, de genoma, código de justiça ou tratados os quais apenas fortalecem os conhecimentos humanamente mesquinhos?
Mesmo eu tentando achar dentro de mim a resposta de meus medos, nem Sigmund Freud com sua teoria psicanalítica me conduziu a uma resposta conclusiva sobre a razão pura, mesmo eu querendo encontrar o Id, o Ego e o Superego através da minha catarse diária, catarse esta que na antigüidade grega, Aristóteles já havia mencionado, mas que o meu consciente não me respondeu, lutei pelas lembranças da minha vida e inconscientemente me lancei ao meu subconsciente, e assim me vi em minha redoma de tristezas e medos de criança, porém enxerguei a verdadeira felicidade e pureza do que eu era feito, do que já fui feito.
Mas alguém conseguiu me alegrar, mesmo que essa alegria permanecesse dentro de mim por apenas alguns instantes, relativamente no que se refere ao meu tempo e espaço, absolutamente, ele me ensinou a usar as leis da física quântica, seus elementos e a energia proveniente dos meus pensamentos, me introduziu um pensamento que se materializa, colocando-se como um ícone dentro da história, a Quarta dimensão foi-me apresentada, os meus pensamentos se opuseram aos paradigmas existencialistas inevitáveis de uma sociedade fadada à incoerência abrupta sobre a razão real, Albert ou Einstein, não importa, o que realmente é relevante é o fato de que ele se apresentou de forma concreta num momento de abstração em sua plenitude, esta que se fez carente ao lembrar da fraqueza de um homem, ou melhor, de um rato de esgoto, me faz até mal em só pensar na história que tal monstro causou por conta de sua insanidade.
Adolfo Hitler, nacional socialista, esse cara superou Stalin com sua crueldade absurda, tentei me livrar de tais pensamentos insanos que ele me provocou, mas foi em vão, até nas minhas lembranças ele quis se apossar e instituir um pensamento análogo e único sobre tudo e todos. Eu até gostaria de falar mais sobre essa história, mas estou enjoado enojado em me lembrar das atrocidades, injustiças e covardia acometido em tempos tão contemporâneos a nós, igualmente me cresceu a vergonha agora vinculada aos meus sentimentos, por ter-me lembrado da escravidão, e lá dos Palmares eu olhei tudo negro, a raça humana dividida em preto e branco, por conta da supremacia de um povo inferiorizado no que se refere ao humanismo. Por fim eu parei, não vou mais me maltratar, quem me dera ao menos uma vez, assim eu escutei, se eu estivesse em um pesadelo, então saberia que no findar da noite viria um dia de Sol, que pena que não é assim, que pena... .
Fui à vastidão profunda de meus sonhos, encontrei-me a mim mesmo quando criança, e lá de dentro presenciei a verdadeira antagonia de minha alegria, pois eu vi que o mundo era somente o que se passava sobre os meus olhos, o meu mundo acabava bem ali, atrás do horizonte e depois, havia um imenso abismo, escuro, talvez significasse a falta do meu conhecimento de causa, talvez. Mas depois percebi que atrás do fim vem sempre o começo e este vai começar a ser novamente o fim.
É, bem sei que quando cometemos uma força, essa mesma força provoca uma reação, bem como a força da gravidade é algo hoje natural, mas o que dizer de homens como Isaac Newton, um gênio das descobertas, esse cara mesmo que pensou ser um escolhido por Deus, se viu como a reencarnarão de Elias, mas que por culpa de sua loucura, não conseguiu transpor um obstáculo que o separava dos outros animais, ele não conseguiu manter-se longe da prepotência de seu conhecimento, tornando-se cativo das suas próprias descobertas, sendo encoberto pelas facetas da vida.
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas, isso eu ouvi, e do silêncio ecoava esse grito, mas para que ouvir se não se pode agir? Ou é possível?
Van Gogh, Pablo Picasso, Tarsila de Amaral, de Sobral, de Cachoeira de Itapemirim ou de qualquer Volta Redonda neste mundo, não importa, só o que realmente me traz conforto é através de uma arte descompromissada com regras e gostos, pois esses caras aí em cima me ajudaram a desvendar sonhos, mesmos que esses sonhos fossem surrealista de um tal de Salvador Dali, mas queria que fosse daqui, daqui de dentro do meu peito, este que explode de alegria quando sou tocado pela magia das artes, sejam escritas, pintadas ou encenadas, sou guiado pelo devaneio abstrativo duma corrente de pensamentos, os quais eu mesmo não os decifro. Puro e insano, leve e ousado, curado por uma doença que me afeta a mente, a minha paixão pela arte.
Celso Ricardo
24/09/2006 14:20h
Permaneci inerte na minha reflexão através do meu tempo tentando buscar algumas respostas sobre a razão de minha vida, porém só o que me veio foi mais dúvida ainda.
Tentei achá-las nas palavras da razão de Pascal, mas o que ele me respondeu foi à simplicidade de uma razão que a minha própria razão desconhece e ele ainda a chamou de minha emoção, pois bem, mesmo assim lutei contra as sombras da caverna de Platão, busquei o tangível e o inteligível, mistura ótima, mas que me rendeu ainda um quinhão de incógnitas, saí à procura da verdade no mundo a fora, mas a caverna me parecia mais confiável, mesmo assim continuei, caminhei até a sua República, onde lá encontrei um sistema que me ditava o que e como fazer-me um cidadão, mas para ser sincero, não me alegrei com o que presenciei.
Eu voei para a política aristotélica, cruzei as raízes quadradas e hipotéticas das hipotenusas de Pitágoras, porém fui lançado à exatidão da lógica do mesmo Aristóteles que antes era pupilo de Platão, mas que com o seu conhecimento se tornou prepotente a tal ponto que contrapôs o seu próprio mestre, é, como me decepcionei com tudo o que vi. É sim, o que vi, eu lembro que um cara com grandes barbas, falava pelas ruas de uma Grécia Antiga para podermos conhecer a nós mesmos, e ao mesmo tempo dizia que só sabia o que não sabia, e dizia que tudo isso era decorrente de conselhos dados através de um oráculo, de Delfos, antecedendo frases célebres do Mestre Messias: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará, Cristo era o nome, ou melhor, é o nome do prenunciador de tantas palavras mágicas, mas que o tempo o tornou servo concernente a uma religião fanática com uma incorpórea valorização capitalizada.
E nos livros sagrados encontrei sombras de uma verdade que diante de fatos se fazem reais, escritos reais, mas que na avareza de uma sociedade acha-se colunas para pensamentos ignotos, pois o cristianismo procurava um sistema socialista em comum para todos, sejamos nós irmãos uns dos outros, nos amemos. Mas por deturpada interpretação da obra marxista, um tal de Lenin com o seu comparsa Stalin, este sem escrúpulos, sem me esquecer de Trotisk, buscou um país comunista na sua pobreza, ridicularizando sonhos e realidades de milhões de seres humanos, só para satisfação dos seus egos. Assustei-me em lembrar das correntes de pensamentos da "Santa Igreja Católica", a qual utilizou-se de métodos não menos deploráveis dos usados por Stalin, e viu que o poder era bom, com os olhos voltados somente para a soberba, protagonizou um dos capítulos mais cruéis da história da humanidade, que através de uma inquisição de poder, sustentava sua luxúria e o descaso em troca de indulgências meramente trocáveis.
Vários foram às razões em que me entristeci em acompanhar pela minha memória, daí não me contive, fui a lágrimas, as quais não cessaram por longos minutos, mas eu tentei continuar por minha longa viagem de meus pensamentos, estes que eram os únicos artifícios permitidos pelo Sumo Pontífice, pois não eram mensuráveis e na estrada caminhada pela minha razão fui rasgado emocionalmente no momento em que lembrei do que eles eram capazes de fazer em nome de Deus, trocar indulgências para salvação de almas, que num purgatório permanecem à espera se purgando dos seus pequenos delitos cometidos aqui na terra, mas que com o findar de um certo tempo são limpos e purificados ou acometidos por serem retirados por orações, missas ou indulgências pagas para remissão de tais pecados, criação de lugares escuros e sinistros para crianças que morriam sem serem batizadas ou nasciam mortas, um tal de Limbo foi inserido a fim de arrecadar verbas para o poderio do clero, rezas (santas missas) em pró de almas que se foram desse mundo, mas que através de mais rezas de novenas e posteriormente diminuídas em um terço para resgatar almas que não foram para o paraíso, missa do sétimo dia cobrada, indulgências para remissão de pecados de diversos tipos, onde o que vale é aquele que tem mais poder financeiro, assim pode ter parte de seus pecados perdoados, ou todos. Então eu me perguntei: Que Deus permite tantas atrocidades quanto a estas? Será mesmo que é em nome de Deus, ou em nome do meu deus (poder) que tudo isso é permissível?
Fiquei frustrado e enraivecido em me lembrar de tudo isso, mas por conta de um luterano de nome Martinho, quis ir contra tais preceitos estabelecidos por um dogma irrepreensível por conta das autoridades celestiais, e em 95 teses, estabeleceu-se um rompimento dos intocáveis paradigmas, salvação para o mundo, protestantismo já! Mas que pena, tudo isso só resultou por conta de questões de poder, pois o Salvador já havia religado o homem com Deus, mas o próprio homem tomou em suas mãos a espada e saiu pelas ruas a fim de realizar a separação a ferro e fogo, a sua Guerra Santa, mataremos e destruiremos em nome de Deus, de Alá ou de quem quer que seja, não importa, o que interessa é a anarquia em pró de alguma coisa, que só no fim nos será revelado, assim foi o pensamento retrógrado destes pobres infelizes.
Oh! Pureza de meus pensamentos, por onde você tem me levado? Pensamentos só porque eu existo, é isso Descartes? Não sei, pois existem anjos e santos para todos os tipos de gostos e ocasiões, todos eles fielmente elaborados para cada situação.
Não quero mais ver tantas coisas ruins, isso me machuca e me faz tão mal.
É, eu vivi muitos amores, e de amor em amor, fiquei preso no labirinto dos meus conhecimentos ou dos meus delírios, estes que voam em busca de um amor perfeito, infinito, que dure para sempre e que me faça sorrir e correr atrás dele com toda a minha atenção, com o meu zelo, que dessa forma me deixa sorrir o riso e chorar o meu pranto, do amor (que tive - terei), mas que numa esfera de emoções, me transforma no amador, que dantes era a pessoa amada, assim me ensinou Camões, lusitanos que nos deu uma linguagem, mas que não freou o desenvolvimento de uma língua viva, miscigenada e rústica, só falada num país como o nosso, que se modificou a ponto de se transformar em uma língua à parte do mundo.
Renasceu dentro de mim através de meus pensamentos o que outrora houvera renascido em um período iluminado pelo conhecimento, e dentro de uma literatura fui buscar a de Thomas Mores na Utopia de seus pensamentos, lugar e sistema ideal para a humanidade, talvez uma releitura de A política de Platão, mas que por fim o Thomas Mores foi condenado pela Santa Igreja à morte, mas que anos depois foi canonizado Santo da Inglaterra, nem mesmo eu que sou muito louco poderia entender tal rota de vida e morte, mas... Tudo isso me serviu para um acúmulo de idéias, as quais me moldaram, possibilitando-me um conceito ímpar perante a sociedade, os fins justificam os meios, mas cuidado, não sejais liberais, tampouco, parcimônicos, pois o Maquiavélico pensamento está à deriva da raiz do mundo, nem mesmo Eros de Shakspeare acertaria meu coração, o cupido as vezes se torna culpado por erros irreparáveis.
Subi os meus olhos, e vi somente lamentos e rangeres de dentes, sendo estes por raiva, por fome, por culpa ou por qualquer outra coisa que seja, é, infelizmente enxerguei o inferno de Danti, com os seus dez estágios, loucura, só poderia ser um elogio à loucura de Erasmo de Roterdan.
Quincas Borba, Brás Cubas, Rubião, Helena, todo mundo num mundo machadiano dizia Assis com seu amigo literato Lobato, ou Cassiano Ricardo, ou Fernando Pessoa, ou Nelson Rodrigues, ou outro maior.
Fui à procura de algo maior, talvez um pensamento liberto de preconceitos, mas nem mesmo Friedrich Nietzsche me impressionou, aliás, me impressionou sim o modo em que ele me apresentou o seus pensamentos, todos sendo irritantemente pessimistas e preso à uma loucura por tentar se desprender de conceitos pré estabelecidos, porém o que notei foi um cara que criou uma antítese de uma tese cristianística. É, os fins justificam os meios, mas que meios eu me pergunto, para quê tentar desvendar tantos códigos, sejam eles de Da Vinci, de genoma, código de justiça ou tratados os quais apenas fortalecem os conhecimentos humanamente mesquinhos?
Mesmo eu tentando achar dentro de mim a resposta de meus medos, nem Sigmund Freud com sua teoria psicanalítica me conduziu a uma resposta conclusiva sobre a razão pura, mesmo eu querendo encontrar o Id, o Ego e o Superego através da minha catarse diária, catarse esta que na antigüidade grega, Aristóteles já havia mencionado, mas que o meu consciente não me respondeu, lutei pelas lembranças da minha vida e inconscientemente me lancei ao meu subconsciente, e assim me vi em minha redoma de tristezas e medos de criança, porém enxerguei a verdadeira felicidade e pureza do que eu era feito, do que já fui feito.
Mas alguém conseguiu me alegrar, mesmo que essa alegria permanecesse dentro de mim por apenas alguns instantes, relativamente no que se refere ao meu tempo e espaço, absolutamente, ele me ensinou a usar as leis da física quântica, seus elementos e a energia proveniente dos meus pensamentos, me introduziu um pensamento que se materializa, colocando-se como um ícone dentro da história, a Quarta dimensão foi-me apresentada, os meus pensamentos se opuseram aos paradigmas existencialistas inevitáveis de uma sociedade fadada à incoerência abrupta sobre a razão real, Albert ou Einstein, não importa, o que realmente é relevante é o fato de que ele se apresentou de forma concreta num momento de abstração em sua plenitude, esta que se fez carente ao lembrar da fraqueza de um homem, ou melhor, de um rato de esgoto, me faz até mal em só pensar na história que tal monstro causou por conta de sua insanidade.
Adolfo Hitler, nacional socialista, esse cara superou Stalin com sua crueldade absurda, tentei me livrar de tais pensamentos insanos que ele me provocou, mas foi em vão, até nas minhas lembranças ele quis se apossar e instituir um pensamento análogo e único sobre tudo e todos. Eu até gostaria de falar mais sobre essa história, mas estou enjoado enojado em me lembrar das atrocidades, injustiças e covardia acometido em tempos tão contemporâneos a nós, igualmente me cresceu a vergonha agora vinculada aos meus sentimentos, por ter-me lembrado da escravidão, e lá dos Palmares eu olhei tudo negro, a raça humana dividida em preto e branco, por conta da supremacia de um povo inferiorizado no que se refere ao humanismo. Por fim eu parei, não vou mais me maltratar, quem me dera ao menos uma vez, assim eu escutei, se eu estivesse em um pesadelo, então saberia que no findar da noite viria um dia de Sol, que pena que não é assim, que pena... .
Fui à vastidão profunda de meus sonhos, encontrei-me a mim mesmo quando criança, e lá de dentro presenciei a verdadeira antagonia de minha alegria, pois eu vi que o mundo era somente o que se passava sobre os meus olhos, o meu mundo acabava bem ali, atrás do horizonte e depois, havia um imenso abismo, escuro, talvez significasse a falta do meu conhecimento de causa, talvez. Mas depois percebi que atrás do fim vem sempre o começo e este vai começar a ser novamente o fim.
É, bem sei que quando cometemos uma força, essa mesma força provoca uma reação, bem como a força da gravidade é algo hoje natural, mas o que dizer de homens como Isaac Newton, um gênio das descobertas, esse cara mesmo que pensou ser um escolhido por Deus, se viu como a reencarnarão de Elias, mas que por culpa de sua loucura, não conseguiu transpor um obstáculo que o separava dos outros animais, ele não conseguiu manter-se longe da prepotência de seu conhecimento, tornando-se cativo das suas próprias descobertas, sendo encoberto pelas facetas da vida.
Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas, isso eu ouvi, e do silêncio ecoava esse grito, mas para que ouvir se não se pode agir? Ou é possível?
Van Gogh, Pablo Picasso, Tarsila de Amaral, de Sobral, de Cachoeira de Itapemirim ou de qualquer Volta Redonda neste mundo, não importa, só o que realmente me traz conforto é através de uma arte descompromissada com regras e gostos, pois esses caras aí em cima me ajudaram a desvendar sonhos, mesmos que esses sonhos fossem surrealista de um tal de Salvador Dali, mas queria que fosse daqui, daqui de dentro do meu peito, este que explode de alegria quando sou tocado pela magia das artes, sejam escritas, pintadas ou encenadas, sou guiado pelo devaneio abstrativo duma corrente de pensamentos, os quais eu mesmo não os decifro. Puro e insano, leve e ousado, curado por uma doença que me afeta a mente, a minha paixão pela arte.
Celso Ricardo
24/09/2006 14:20h
Um comentário:
Um dia para recomeçar,
Bom dia meu amor, que tu tenhas uma quinta-feira abençoada e regada pelas graças do nosso Senhor e Salvador Jesus CRISTO..
Dani, ontem foi mais uma prova de que me serviu para ratificar o quanto você é importante para mim, e o quanto você vem se mostrando especial para a minha vida e imprescindível para minha felicidade. Minha vida, sim, você é minha vida, e que gradativamente está se codificando em pessoa amada, é um sonho que jamais pensei em realizar ao seu lado, mas que pelos percalços da vida nos trouxeram juntos para o mesmo momento, este, o qual reflete duas vidas que sonham em uma única esfera, de espera, de amor complementado por dois corações, por duas razões que buscam um sentido, um direito, O DE SER FELIZ.
As luzes, os sons, os aromas e as sensações me fazem pensar diuturnamente em ti, me tranqüiliza e me trancafia na liberdade de amar, de te amar e me sentir igualmente amado, desejado...
Meu coração queima pela paixão de ter o fogo ardendo no meu peito, e os meus olhos anseiam conquistar o seu espaço por definitivo.
Minha felicidade está se multiplicando cada vez que em teus olhos me deixo ser guiado, e por dentro deles consigo navegar nas marés calmas do oceano do seu mar, e na sua vida eu quero navegar e dele poder ficar à deriva, apenas ser levado pelas ondas do amor, da paixão, da minha paixão, do seu coração.
Dani, não há como não agradecer tudo o que você vem me proporcionado, todos os infindos momentos que partilhamos juntos e os que estão por vir.
Amar-te é apenas um exercício de me fazer feliz, é me encantar num dia de chuva e sentir calor pelas ruas frias de qualquer bairro, mas que com o calor do amor que aquece o coração se chega ao cume da felicidade consentida e sentida por mim.
Beijos meu sonho bom, fica na paz.
Celso Ricardo R. Oliveira
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