sábado, 29 de setembro de 2007

Quando a chuva cai

A chuva que cai lá fora,
Que molha as mágoas de quem já andou um dia
Na segurança da certeza de uma luz
Que iluminava seu viver.

Vida, linda e bem vinda vida que se finda
Na mais íntima melodia
De gotas, das gotas que caem no solo,
No chão avermelhado, formando barro,
Quem sabe a criação de um dia, da sua existência,
Isso se fez necessário.

Oh! Lua que não apareceu hoje,
A chuva a levou para bem longe.
Não tenho o reflexo da sua luz nas águas que ficaram no chão,
Tampouco um Sol, este que um dia brilhou na vida
De uma pobre criatura.

- Imagem e insegurança de um presente-ausente.

Luz e sons, luz que se foi, sons que permaneceram
Na rotina do gotejo de uma água que não é da chuva.
Gota a gota e não se esgota,
E não se importa com as mágoas,
Nem tampouco das mágoas do menino
Com a imagem bi-partida, que reluzia
A um homem, de uma pessoa que queria apenas
Uma resposta, um sentido, apenas a segurança.

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