Cálida brisa passional de um metamomento
Comecei num simples pensar, ou melhor, num devaneio de um pensamento abstrato que ultrapassou as barreiras do real, do irreal, não houve conjugação nem tampouco estilo. Discorria nas falhas do cotidiano, a dúvida me levou para lugares distintos, momentos estava no abismo invisível da solidão, outros na solidez concisa de um velho abrupto corrupto dos meus pensamentos medíocres, dilacerados pelo tempo.
Continuei na comoção dos meus sentidos, impulsionados racionalmente pelo irracional, loucamente sábio, ferozmente manso, intensamente só.
Reprimindo-me demasiadamente em busca da apaziguadora dor, a calma persiste no impulso e pulso e batidas descompassadas do inconsciente, submergidos ao completo absurdo da realização egoísta, desrespeitosamente delirante.
Alquimista mórbido, incapaz de insubordinar-me aos caprichos dum ínfimo sentimento, sou e estou sendo aprisionado pelo fogo ardente da desilusão.
O inconsciente me conduz a um silogismo desajustado, com palavras sem significados, desritimadas incompreensivelmente, absurdas, confusas... Confuso, assim me encontro, aliás, pelo contrário, o fato de não poder me encontrar é que me faz angustiado, amargurado, desordenado, um caco.
Pedaços de mim são espalhados ao vento, que é forte, balanço de um lado para outro, sou violentamente atacado pelo vento,
Sofro conscientemente sustentando esse sofrer.
O padecer do retilíneo subconsciente, contextualizando a petrificação das lembranças de algo que nega se esvaecer, esvair-se de mim.
A prisão involuntária e consentida pelos meus sentidos me traduz na mais complexa e simples criatura.
Sem razão
Sem a paixão
A sós com a solidão.
Celso Ricardo
Comecei num simples pensar, ou melhor, num devaneio de um pensamento abstrato que ultrapassou as barreiras do real, do irreal, não houve conjugação nem tampouco estilo. Discorria nas falhas do cotidiano, a dúvida me levou para lugares distintos, momentos estava no abismo invisível da solidão, outros na solidez concisa de um velho abrupto corrupto dos meus pensamentos medíocres, dilacerados pelo tempo.
Continuei na comoção dos meus sentidos, impulsionados racionalmente pelo irracional, loucamente sábio, ferozmente manso, intensamente só.
Reprimindo-me demasiadamente em busca da apaziguadora dor, a calma persiste no impulso e pulso e batidas descompassadas do inconsciente, submergidos ao completo absurdo da realização egoísta, desrespeitosamente delirante.
Alquimista mórbido, incapaz de insubordinar-me aos caprichos dum ínfimo sentimento, sou e estou sendo aprisionado pelo fogo ardente da desilusão.
O inconsciente me conduz a um silogismo desajustado, com palavras sem significados, desritimadas incompreensivelmente, absurdas, confusas... Confuso, assim me encontro, aliás, pelo contrário, o fato de não poder me encontrar é que me faz angustiado, amargurado, desordenado, um caco.
Pedaços de mim são espalhados ao vento, que é forte, balanço de um lado para outro, sou violentamente atacado pelo vento,
Sofro conscientemente sustentando esse sofrer.
O padecer do retilíneo subconsciente, contextualizando a petrificação das lembranças de algo que nega se esvaecer, esvair-se de mim.
A prisão involuntária e consentida pelos meus sentidos me traduz na mais complexa e simples criatura.
Sem razão
Sem a paixão
A sós com a solidão.
Celso Ricardo
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