quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Um dia eu aprendi




Um dia eu aprendi...

As marcas do tempo ontem me rasgaram o peito, me levando às lembranças de dias bons, dias de chuva e dias de sol, dias felizes que outrora passei junto a alguém que não existe mais.
As feridas se abriram para a saudade entrar, abriram-se para eu me desaguar em lágrimas que brotavam de dentro de mim sem cessar, sem parar, e o meu peito cada vez mais estreito se enchia de uma dor que sufocava e fazia com que o ar não fosse o suficiente para respirar, tentei por inúmeras vezes puxar esse ar com longos suspiros, mas em vão tentava, e cada vez ficava menor o meu peito, e mais comprimida era a minha respiração, e o que eu inspirava era somente o ar da saudade, e um pouco menor, um pouco mais, um pouco de tudo que faltou em um dia.
Doeu e ainda dói, não sei porque, mas mesmo com tudo isso, a tristeza não fez morada em meu coração, apenas uma saudade imensa que me invadiu o peito, invadiu os meus pensamentos e fui levado por eles para o sempre, para o nunca mais te verei.
Forcei para não demonstrar-me, até que por não poder mais segurar, elas me dominaram, sim, as lágrimas, as quais me purificaram depois de muito rolarem, depois de um período de catarze purificadora e Deus como sempre havia me mandado um anjo para cuidar de mim, me apoiar e durante todo um dia, esse anjo esteve me dando carinho, amor, afeto, me compreendendo e me tornando um pouco mais feliz.
Foi-se mais um dia em que cresci, em que pude focar a minha vida por um todo e sentir a presença de Deus.






Celso Ricardo R. Oliveira

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