O saber – Manifesto da indignação
Saber ?
Essa deveria ser a pergunta habitual; no entanto, perguntas sobre novelas, filmes, desenhos, esportes, vem com tanta freqüência que não exigem uma maior reflexão sobre o assunto, pois são entregues com as velhas singularidades.
Abdicam-nos da condição especial da raça humana:
O pensar.
Não há uma procura sobre o saber, sobre o pensar.
Descartes? perdeu-se no tempo, logo não existe.
Nos livros.
Nas revistas.
Nas bibliotecas.
Nos museus.
Nos teatros.
A busca sobre o quê e para quê caiu em desuso.
Com a desculpa da rapidez e eficácia, fomos engolidos pelo mau hábito do simplório cotidiano.
E isso é normal!
Sendo aceito pela sociedade que torna-se cada vez mais caótica e desfavorecida intelectualmente.
A busca pelo saber, conduzidos pela introspecção individual, característica
do homem, cede lugar à subjetividade colhida na árvore do ateísmo do saber.
O indivíduo é incapaz de subverter tal subjetividade imposta imperiosamente pelo sistema.
Porque ele será ridicularizado pelos que pensam que o poder encontra-se em prerrogativas abstratas de dominação arcaica.
Não consegue livrar-se dos preconceitos interno-reflexivos, que subjugam a moral propriamente dita, escorraçando a liberdade do pensamento e de expressão.
O indivíduo já sabe o que dizer, o que rezar, no que acreditar.
Viver já é supérfluo. Produzir é necessário.
Avançamos? Grande coisa! Nada mudou!
Viver é preciso!
Conhecer também.
Quero viver conhecendo!
O pensamento abre as portas do consciente, do concreto, do móvel, da razão, e por esta razão, condiciona ao empirismo do saber e entender.
Funestos e nefastos (tanto faz) vagabundos sejam os homens! Maldita seja a raça humana.com. Nada somos, nada sabemos, nada morremos! Precisamos aprender a morrer sem um fim! Que a morte não se dê quando em vida, mas sim de maneira natural, assim como era, como foi, ou pelo menos como imaginávamos sê-la.
Sejamos sábios e concisos com os nossos entendimentos.
sábado, 22 de setembro de 2007
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