
Você
Ao longe a vejo, meio que de costas, em pé, todo o seu contorno corporal dos pés à cabeça; harmonia intrigante, alusão ao belo. Silhuetas e formas se mostram; meus olhos fixam-se naquele enigma que se forma em minha frente, e à frente seu rosto se volta com um breve sorriso, petrifica-se em minha mente, sou transformado em pensamentos, seu rosto volta-se à direção central de seu corpo.
Desloco-me de meu lugar em sua direção, caminho com passos lentos, e lentamente me aproximo , sento-me ao seu lado direito, (que acabara de sentar-se) seu sorriso é desprendido novamente, e é-lhe retribuído com o mesmo sentimento: meu sorriso.
Prosa dogmática é proferida pelo líder teólogo.
Alguns conceitos religiosos e escatológicos são lançados ao ar, bocas são abertas, talvez o sono, quem sabe, ou mesmo para outros muita informação?
Mas ao meu lado esquerdo a presença diferenciada do restante persistia, sorrisos se confundem em meio a tantos espalhados no templo. Que perdura por todo aquele extenso discurso. (a retórico é convincente).
Finda-se o prólogo religioso.
Ao som de mais um cântico somos convidados a saudarmos uns aos outros. E num momento único, somos um, transformados num puro e singelo abraço.
Sinto seus cabelos encontrarem meu rosto, percebo, não percebo, a música continua no grande salão, afastamo-nos pouco a pouco.
Resta-me a volta da minha e exclusiva realidade.
Fito-a com meus olhos que se esquecem da multidão, permanece a visão da cópia, cópia da beleza, agradável aos meus olhos, que não se cansam de contemplar.
Mas que só posso fazê-lo na minha distância, ao longe, posto que se aproxima única e exclusivamente em minhas lembranças.
Ao longe a vejo, meio que de costas, em pé, todo o seu contorno corporal dos pés à cabeça; harmonia intrigante, alusão ao belo. Silhuetas e formas se mostram; meus olhos fixam-se naquele enigma que se forma em minha frente, e à frente seu rosto se volta com um breve sorriso, petrifica-se em minha mente, sou transformado em pensamentos, seu rosto volta-se à direção central de seu corpo.
Desloco-me de meu lugar em sua direção, caminho com passos lentos, e lentamente me aproximo , sento-me ao seu lado direito, (que acabara de sentar-se) seu sorriso é desprendido novamente, e é-lhe retribuído com o mesmo sentimento: meu sorriso.
Prosa dogmática é proferida pelo líder teólogo.
Alguns conceitos religiosos e escatológicos são lançados ao ar, bocas são abertas, talvez o sono, quem sabe, ou mesmo para outros muita informação?
Mas ao meu lado esquerdo a presença diferenciada do restante persistia, sorrisos se confundem em meio a tantos espalhados no templo. Que perdura por todo aquele extenso discurso. (a retórico é convincente).
Finda-se o prólogo religioso.
Ao som de mais um cântico somos convidados a saudarmos uns aos outros. E num momento único, somos um, transformados num puro e singelo abraço.
Sinto seus cabelos encontrarem meu rosto, percebo, não percebo, a música continua no grande salão, afastamo-nos pouco a pouco.
Resta-me a volta da minha e exclusiva realidade.
Fito-a com meus olhos que se esquecem da multidão, permanece a visão da cópia, cópia da beleza, agradável aos meus olhos, que não se cansam de contemplar.
Mas que só posso fazê-lo na minha distância, ao longe, posto que se aproxima única e exclusivamente em minhas lembranças.
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